Bando faz outro refém e escapa de cerco no Sul

Quadrilha que assaltou fábrica em Cotiporã volta a aterrorizar moradores da região

ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2013 | 02h04

Quatro dos oito assaltantes que aterrorizaram a cidade de Cotiporã no domingo, após assalto a fábrica de joias, escaparam do cerco policial, fizeram mais um refém e conseguiram fugir para a região metropolitana de Porto Alegre ontem. O quinto ainda pode estar na mata onde o grupo se escondeu. Os outros três morreram em confronto com a Brigada Militar logo no início da perseguição no domingo.

A ação da quadrilha surpreendeu os 4 mil moradores de Cotiporã, na serra do nordeste do Rio Grande do Sul. Os bandidos fizeram os frequentadores de um bar de escudos humanos enquanto explodiam e roubavam uma fábrica de joias. Na primeira etapa de fuga levaram sete reféns e enfrentaram uma barreira policial. No confronto, três assaltantes morreram e dois soldados de Brigada Militar ficaram feridos. Entre os mortos, estava um dos bandidos mais procurados do Rio Grande do Sul. Cinco dos sequestrados conseguiram escapar da polícia.

Na sequência, ainda na madrugada de domingo, o grupo invadiu uma casa de agricultores e levou mais sete reféns para dentro de uma mata.

Na tarde daquele mesmo dia, os fugitivos se afastaram e as nove pessoas que estavam no cativeiro saíram da mata. Desde então a polícia vigiava todas as estradas vicinais da área.

Na madrugada de ontem, quatro dos assaltantes invadiram uma casa de uma área rural de Bento Gonçalves, amarraram três pessoas, roubaram dois carros e obrigaram um dos agricultores a seguir com eles. Como um pneu de um automóvel levado na fuga furou, todo o grupo se reuniu dentro do segundo automóvel, que acabou abandonando, junto com o refém, em uma estrada entre os municípios de São Vendelino e Bom Princípio. Os bandidos eram esperados por parceiros em outro veículo e tomaram o rumo de Porto Alegre. O agricultor pediu ajuda em uma borracharia e logo depois foi auxiliado pela Brigada Militar a voltar para casa.

Dias na mata. Pela descrição dada pela família agredida, a polícia está convicta de que os quatro fugitivos são do mesmo bando que atacou a fábrica de joias de Cotiporã. Eles estavam sujos quando invadiram a casa dos agricultores e pediram água e comida, indicando que teriam passado alguns dias na mata e atravessado o rio das Antas para chegar à zona rural de Bento Gonçalves e escapar do cerco que havia se formado do outro lado, no território de Cotiporã.

A Brigada Militar mantém uma equipe em Cotiporã para procurar o quinto assaltante e também para transmitir aos moradores uma sensação de segurança. Ao mesmo tempo, passou a acompanhar, por informantes, o deslocamento do veículo usado pela quadrilha, na tentativa de localizar o novo esconderijo dos bandidos.

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