Bando faz arrastão em prédio e PM prende 4

Morador desconfiou de barulho de portas e chamou a polícia; 2 assaltantes fugiram, mas foram capturados

ISADORA PERON , CAMILLA HADDAD, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h00

Quatro suspeitos de participar de um arrastão a um prédio na Rua Bela Cintra, região central de São Paulo, na noite de anteontem, foram presos. Durante o assalto, que durou cerca de 3 horas, um morador desconfiou do barulho de portas batendo e chamou a polícia, que prendeu dois homens em flagrante.

Outros dois integrantes do bando - um homem e uma mulher - conseguiram fugir, mas foram detidos na tarde de ontem por policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Todos tinham passagem pela polícia.

Segundo o delegado Mauro Fachini, titular da Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios, para conseguir entrar, o grupo primeiro tentou enganar o porteiro. "Olá, nós viemos visitar a Amanda", disse a mulher da quadrilha acompanhada de um dos comparsas.

Desconfiado, o porteiro decidiu checar a informação, mas, ao mesmo tempo, moradores do condomínio chegaram e abriram o portão da garagem. O casal aproveitou para entrar junto. Em seguida, os outros dois assaltantes chegaram em um Ford Fiesta roubado.

Os ladrões, que portavam uma escopeta calibre 12 e uma pistola, mantiveram cerca de 20 moradores reféns em um apartamento no primeiro andar do edifício. Dinheiro, joias e computadores foram roubados mas, de acordo com o Deic, todos os pertences foram recuperados e devolvidos às vítimas.

Perfil. Segundo o delegado Fachini, as investigações têm apontado para uma mudança no perfil do assaltante que comete esse tipo de crime. Atualmente não são quadrilhas especializadas que fazem arrastões, mas pessoas que já praticavam outros delitos e que passam a agir em diferentes grupos com o objetivo de assaltar condomínios.

Por isso, o delegado afirma que hoje o alvo dos bandidos não são apenas os condomínios de luxo. O edifício assaltado na Bela Cintra, por exemplo, era de classe média. "Agora, eles (os assaltantes) pegam aleatoriamente qualquer prédio", afirmou.

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