Bando faz arrastão em padaria de SP

Trio invadiu estabelecimento na noite de anteontem, manteve 12 pessoas reféns, roubou R$ 1,7 mil de caixa e objetos de clientes

CAMILLA HADDAD, JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2012 | 03h06

Após a onda de arrastões a restaurantes da zona sul de São Paulo, três criminosos invadiram, na noite de anteontem, uma padaria da região e fizeram 12 reféns - 8 eram clientes. Dois homens foram presos em um Fusca branco, logo após saírem da Padaria Estaiada, na Avenida Padre Antônio José dos Santos, no Brooklin. Eles estavam com os pertences das vítimas.

Um terceiro suspeito conseguiu fugir em uma moto e não havia sido identificado até as 20 horas de ontem.

Durante o assalto, por volta das 20h30 de quarta-feira, eles usaram um revólver para intimidar as vítimas. Um dos bandidos chegou a dizer que tinha uma metralhadora e iria matar quem se recusasse a colaborar. Além de levar R$ 1.700 do caixa, o grupo passou pelas mesas e recolheu celulares e carteiras.

Dois homens tomavam café no balcão e tiveram os paletós revistados. Um cliente foi trancado em um dos banheiros e conseguiu avisar a Polícia Militar.

Quem estava na padaria contou que o crime durou cerca de sete minutos. O roubo foi filmado pelas câmeras do circuito interno. As imagens foram entregues aos investigadores. No 27.º Distrito Policial (Campo Belo), onde o caso foi registrado, quatro vítimas reconheceram o manobrista Douglas Santos Souza, de 23 anos, e Bruno Souza Mello, de 22, como os bandidos. Os outros disseram que não tinham certeza sobre os acusados.

O delegado Armando Béllio informou que uma funcionária da padaria teria visto outros integrantes do lado de fora. O policial disse acreditar que o crime foi de oportunidade e não tem qualquer relação com quadrilhas que têm feito arrastões no Campo Belo, Brooklin, Vila Olímpia e Moema. Em abril, foram quatro casos - todos esclarecidos com a prisão de quatro acusados de praticar os crimes.

Denúncia. A detenção de Souza e Mello ocorreu na Avenida Jornalista Roberto Marinho e foi feita por PMs do 12.º Batalhão. Um inquérito foi aberto para avaliar a conduta dos policiais porque um dos detidos acusa a equipe que realizou o flagrante de ter roubado parte do dinheiro que estava no Fusca. Apenas R$ 700 teriam sido devolvidos ao dono da padaria, que não foi encontrado para comentar o caso.

Os suspeitos também disseram que foram agredidos no ato da prisão. Os presos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) para examinar possíveis lesões causadas pela suposta agressão policial.

Em nota, a PM afirmou que não compactua com nenhum tipo de irregularidade e apura com rigor qualquer desvio de conduta eventualmente praticado por seus integrantes.

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