Bando faz arrastão após show no Morumbi

Fãs de Roger Waters dizem que foram atacados por ladrões armados na rua; domingo, carros também foram alvo de bandidos

CAMILLA HADDAD, JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2012 | 03h04

Ao menos nove pessoas foram vítimas de arrastões após as duas apresentações do baixista inglês Roger Waters no Estádio do Morumbi, na zona sul de São Paulo. As ações dos bandidos aconteceram na noite de domingo e na madrugada de ontem. A Avenida Giovanni Gronchi foi a escolhida por um bando formado por 20 homens. Eles atacaram suas vítimas no meio da rua e também motoristas parados no congestionamento.

Nas duas ações os criminosos fugiram levando celulares, roupas e carteiras. Na ocorrência de ontem, a Polícia Militar chegou a trocar tiros com um bando que usava revólveres para intimidar as pessoas que andavam na Giovanni Gronchi, altura da Rua Melchior. O PM Thiago Lima foi baleado na mão e levado para o Hospital da Cruz Azul. Ele passa bem. Os criminosos fugiram em direção à favela de Paraisópolis.

Os tiros levaram pânico a quem estava dentro dos carros ou nas residências nas proximidades. Na página do Facebook dos Moradores do Morumbi foram postados relatos de que de dentro das casas foi possível ouvir os tiros e gritos.

No 89.º Distrito Policial (Portal do Morumbi), seis vítimas haviam registrado arrastões na madrugada. No primeiro boletim de ocorrência, três moradores de Vitória (ES) disseram que ao caminhar pela Giovanni Gronchi, perto da Rua Melchior, foram surpreendidos por oito ladrões. Em outro BO, três vítimas disseram que suas carteiras e celulares foram roubados por 20 criminosos próximo da Rua Santo Américo. Um casal que avisou a Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) de um crime também foi assaltado, mas não levou o caso à delegacia.

Na noite de domingo, um taxista de 39 anos procurou o 89.º DP para dizer que viu a Avenida Giovanni Gronchi ser fechada por 20 bandidos. Segundo ele, parte do bando foi para cima de seu carro e outros veículos também foram atacados.

O delegado Iraí de Paula, titular do 89.º DP, acredita que os 20 homens que agiram no domingo foram os mesmos que fizeram arrastão ontem de madrugada. O policial vai chamar as vítimas para fazer reconhecimento fotográfico de suspeitos.

Versão da PM. A Polícia Militar, no entanto, nega que tenham ocorrido arrastões e afirmou que PMs chegaram a tempo de evitar as ações. "Ontem só houve o registro de furto de ingresso e tentativa de furto de bebida que estava em um carro", disse o capitão Cleodato Moisés, porta-voz da corporação. Segundo o oficial, homens da Rocam, da qual o PM baleado faz parte, chegaram bem antes de o arrastão acontecer e impediram a ação.

"Ontem (terça-feira) tínhamos 145 PMs e 56 viaturas, sendo 48 motos da Rocam. A polícia estava perto e presente", afirmou Moisés. No domingo, o efetivo foi igual, segundo a PM. Para o policial, ao notar pessoas paradas na rua, mexendo na blusa ou no celular e olhando para carros no trânsito, a recomendação é ligar para o 190.

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