Bando faz arrastão a prédio na V. Madalena

Três homens foram presos depois, no centro, quando comemoravam roubo

TIAGO DANTAS, JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

09 Março 2012 | 03h08

Três homens foram presos ontem de manhã no centro de São Paulo, acusados de integrar uma quadrilha que participou de pelo menos metade dos arrastões a prédios residenciais que aconteceram na capital paulista neste ano. O último assalto atribuído ao grupo foi na madrugada de ontem, na Vila Madalena, zona oeste. A polícia procura outros dois integrantes da quadrilha - um deles fugiu de dentro de uma viatura.

Um condomínio residencial da Rua Rodésia foi invadido por volta das 2h30. Para invadir o prédio de 17 andares, a quadrilha quebrou a cerca elétrica e pulou um muro lateral.

A ação durou cerca de uma hora e pelo menos três apartamentos foram assaltados. Os moradores foram amarrados pelos ladrões, que não usaram máscaras durante o roubo.

Para fugir, a quadrilha usou três carros das vítimas. Um dos veículos foi perseguido pela Polícia Militar, que conseguiu prender Alex Sandro da Silva Barbosa, de 32 anos. Ele foi levado para o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

Acompanhados de Barbosa, investigadores da 4.ª Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, que investiga os roubos a condomínios, foram até o centro da cidade, no início da manhã. O suspeito indicou um hotel perto da Rua Rego Freitas, na Luz, e outro perto da Santa Casa, na Santa Cecília, onde foram presos três acusados do roubo: Marcos Vinícius Camarez, de 32 anos, Francisco Clebis Vitoriano Júnior e Lucas Ferreira do Nascimento, ambos de 21.

"Os acusados estavam comemorando o roubo que haviam acabado de cometer, usando álcool e drogas", disse o delegado Mauro Facchini, titular da delegacia especializada em roubos a condomínios. Segundo ele, o grupo já estava sendo monitorado pela polícia. "Eles são especializados nesse tipo de crime. Não escolhem os prédios aleatoriamente. Eles levantam informações para saber como podem entrar e se o edifício tem gente com dinheiro."

Contorcionismo. Cerca de 15 policiais da equipe de Facchini passaram o dia investigando o caso e consultando vários endereços no centro. Barbosa aproveitou um momento que ficou sozinho no carro com um investigador para fugir. Embora estivesse algemado com as mãos para trás, ele conseguiu passar os braços para a frente do corpo e, segundo o delegado, usou a corrente da algema para esganar o policial. Enquanto o investigador se recuperava do golpe, Barbosa abriu a porta e fugiu, algemado.

"Posso garantir que esse homem voltará para a delegacia", disse Facchini.

Investigações. O outro suspeito de integrar o bando foi registrado em gravações de câmeras de segurança, mas ainda não foi identificado. Além do assalto de ontem, o grupo estaria ligado a arrastões na Rua Gomes de Carvalho, no Itaim-Bibi, zona sul, e na Rua Sergipe, na Consolação, na região central.

No ano passado, segundo o delegado Facchini, duas grandes quadrilhas de roubos a condomínio foram presas.

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