Bando faz 20 reféns e explode caixas

Operários que trabalhavam na frente do banco, na obra do monotrilho do Metrô, foram dominados e impedidos de deixar o local

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2013 | 02h03

Uma quadrilha composta por cerca de 20 homens, fortemente armados e encapuzados, fez ao menos 20 reféns e explodiu quatro caixas eletrônicos para roubar as cédulas que eles guardavam. O crime ocorreu ontem, por volta das 2h30, na Avenida Sapopemba, na zona leste da cidade.

Os reféns são funcionários do consórcio que constrói o monotrilho da Linha 15-Prata da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Segundo testemunhas, os homens chegaram em várias motos e carros - a polícia diz que nem os modelos nem as placas puderam ser anotados por quem viu a ação. Os operários trabalhavam na construção de uma viga de sustentação que fica na frente da agência e foram dominados, impedidos de deixar o local.

Enquanto isso, parte do grupo se dirigiu à agência, instalou e detonou os explosivos e, depois, recolheu o dinheiro. Eles levaram ainda dois caixas, que não foram detonados. Logo após a explosão, o grupo fugiu nos mesmos veículos que usaram para ir à agência e os funcionários foram liberados. Ninguém ficou ferido.

A Polícia Civil informou que, em depoimento, um representante da agência furtada declarou que o grupo levou R$ 87,5 mil em dinheiro e os dois caixas levados tinham R$ 93 mil em seu interior. O representante informou ainda que funcionários do banco recolheram R$ 5,7 mil em cédulas no chão da agência. Eram notas espalhadas no chão, que ficaram danificadas por causa da explosão.

A polícia ainda relatou que peritos do Instituto de Criminalística recolheram 24 projéteis de pistola calibre .40 e uma marreta. As circunstâncias em que os disparos foram feitos não foram confirmadas pela polícia.

Fuga. Um inquérito foi aberto no 69.º Distrito Policial para investigar o caso, registrado como furto qualificado e constrangimento legal (por causa dos reféns). A Polícia Militar, que apresentou o caso na delegacia, informou que, após a explosão, os funcionários da obra fugiram, assustados.

Até a noite de ontem, nenhum deles havia prestado depoimento para ajudar nas investigações do caso. A polícia não informou, também, se as câmeras de vigilância da agência captaram a ação.

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