Bando faz 10 reféns em hipermercado

Durante a fuga dos assaltantes, mulher foi atingida por estilhaços de vidro estourado por tiro; um suspeito foi preso

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2010 | 00h00

Funcionários do hipermercado Extra da Rodovia Raposo Tavares, no Butantã, zona oeste da capital paulista, foram feitos reféns por assaltantes pela segunda vez em menos de dois meses. Um bando de 20 homens invadiu a loja e roubou o equivalente a dois caminhões de mercadorias na madrugada de ontem.

A polícia tentou impedir o crime. Houve troca de tiros e perseguição de 12 quilômetros pela rodovia. No tiroteio, uma bala perdida acertou o carro de uma mulher, que foi atingida por estilhaços de vidro, mas passa bem.

O segundo assalto ao mesmo hipermercado é também a quinta invasão a lojas desse tipo em menos de dois meses na Grande São Paulo. A Polícia Civil disse, no entanto, que ainda não encontrou ligações entre os crimes. Ontem, um homem foi preso.

Segundo os funcionários, havia dez pessoas na loja (três delas seguranças) quando o assalto começou. "Estava na sala de descanso quando os caras chegaram. Eles já tinham rendido os seguranças", disse um açougueiro. Os criminosos tinham fuzis, espingardas e metralhadoras, mas não cobriam o rosto. "Eles não pareciam saber bem o que queriam", disse o funcionário.

Primeiro, os reféns foram levados para o refeitório da loja. Mas, depois, foram obrigados a ajudar a carregar dois caminhões Hyundai HR com produtos retirados da loja.

Enquanto parte do grupo esvaziava estoques e prateleiras, outra parte desceu até o subsolo, onde ficam os caixas eletrônicos. Com maçarico, começaram a abrir as máquinas, mas o alarme disparou e atraiu a PM. Quando isso ocorreu, às 3h44, o grupo já estava na loja havia duas horas.

"Chegamos e nos deparamos com um Vectra preto", disse o sargento Claudinei Fogaza, do 16.º Batalhão da PM. No carro havia quatro assaltantes. A PM perseguiu o Vectra e só parou para auxiliar a mulher que ficou ferida.

Um homem foi deixado para trás pelo grupo. Na delegacia, descobriram que ele era procurado por roubo. Os funcionários o reconheceram como integrante da quadrilha.

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