Bando com roupa da polícia faz família refém em Minas

Além de casal, 2 crianças e a empregada estavam trancadas até a noite; suspeita é de que bandidos pretendiam roubar banco

MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2012 | 03h34

Cinco pessoas - quatro de uma mesma família - foram feitas reféns na noite de ontem em Belo Horizonte por seis homens que estariam usando uniformes da Polícia Civil mineira. A suspeita, segundo a Polícia Militar, é de que a quadrilha pretendesse obrigar a mulher dona do apartamento a roubar um banco, pois ela trabalha como gerente em uma agência da capital mineira.

A moradora foi rendida quando saía do apartamento, localizado no bairro Fernão Dias, na região nordeste de Belo Horizonte, no início da noite. Os bandidos a obrigaram a voltar para a residência, mas uma vizinha estranhou a movimentação no local e acionou a PM. Também estavam no apartamento, localizado no terceiro andar do prédio de seis pavimentos, duas crianças pequenas, filhas do casal, e a empregada da família.

Para evitar que os policiais tivessem visão de dentro do imóvel, os suspeitos cobriram as janelas com lençóis. No fim da noite, um dos criminosos chegou a aparecer em uma varanda ameaçando uma das vítimas com uma arma. Segundo o tenente Marcos, da Polícia Militar mineira, a polícia isolou todo o local e o Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) da corporação foi acionado para negociar com os criminosos.

O oficial não soube dizer quais exigências foram feitas pelos suspeitos, já que apenas os integrantes do Gate tinham acesso ao local, mas havia informação não confirmada de que os criminosos exigiam a participação da Polícia Federal nas negociações. Até as 23 horas de ontem, o grupo ainda mantinha as vítimas reféns no apartamento. Os sequestradores teriam dito que não se entregariam durante a noite e só o fariam pela manhã.

Cigarro. Segundo o site de notícias G1, o dono do apartamento conversou com TV Globo em Minas Gerais por telefone. O homem contou que ninguém está ferido e que os sequestradores libertariam uma das filhas do casal em troca de um pacote de cigarros.

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