Bando bate carro após arrastão e 3 são presos

Restaurante árabe Saj, na Vila Madalena, foi atacado por assaltantes na quinta-feira; policiais recuperaram parte dos objetos roubados

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2012 | 03h02

Clientes do restaurante árabe Saj foram vítimas de um arrastão, anteontem à noite, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Os ladrões bateram os carros usados na fuga e três foram capturados pela polícia. O restante do bando conseguiu fugir. Parte do material roubado foi recuperada. Esse foi pelo menos o 23.º caso no ano na capital.

Testemunhas contam que os ladrões chegaram ao restaurante por volta das 22h40. "Estava na parte de trás do restaurante, quando entrou um cara gritando. Ele apontou a arma, mandou todo mundo abaixar a cabeça e levou meu celular e o do meu namorado", afirmou uma dentista, de 36 anos. Segundo ela, a ação não durou mais do que três minutos, e ninguém ficou ferido.

Quando chegaram ao restaurante em um Astra e em um Sentra, roubados na noite anterior de um estacionamento no Itaim-Bibi, os bandidos chamaram a atenção. A PM recebeu duas ligações quase simultâneas, informando sobre o assalto, e enviou policiais em motos ao local. Mas os ladrões já tinham fugido, levando bolsas, celulares, dinheiro e joias.

Só que não foram muito longe: um dos carros bateu no outro quando passavam pela Avenida Brasil, nos Jardins. O bando então se dispersou a pé, com PMs no encalço.

Policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram chamados para acompanhar a ação e prenderam, perto do local do acidente, Rafael Nunes da Silva, de 19 anos, e Vinicius Augusto Ferreira da Silva, de 18 - este com um revólver calibre 38. Um menor, de 16 anos, também foi apreendido.

Nos dois carros, os policiais encontraram parte dos objetos roubados pelos ladrões. O material foi levado ao 78.º Distrito Policial (Jardins). Nem todos os clientes, porém, tiveram a sorte de recuperar os bens. "Não foram encontrados os nossos celulares", observou a dentista.

Cuidados. Sócio-proprietário do restaurante, Ricardo Pinho elogiou a ação rápida da polícia, mas criticou a falta de infraestrutura para que sejam feitas investigações que previnam o crime com inteligência. "Nós nos sentimos indefesos. Tentamos fazer o melhor possível pelos clientes e ficamos à mercê de uma segurança pública que não funciona."

O empresário afirmou que o estabelecimento já tem 16 câmeras, mas novos cuidados poderão ser tomados. "A gente não sabe se o ideal é colocar seguranças na porta e tornar a situação ainda mais agressiva ou contar com o Poder Público. É uma grande dúvida."

Investigação. Até as 20h de ontem, a polícia ainda procurava pistas que pudessem levar aos sete ou oito integrantes do bando que conseguiram fugir. As investigações também devem apontar se o bando tem remanescentes ou agregados a um grupo formado por jovens do Glicério, na região central, responsável por parte dos arrastões ocorridos na capital neste ano. Os três suspeitos detidos anteontem pelo roubo aos clientes do Saj são da Liberdade, perto de onde atuava a outra quadrilha.

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