Marcelo Carnaval/Agência O Globo
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Bandidos sequestram ônibus no centro do Rio: 5 feridos e 2 presos

Tiroteio entre assaltantes e policiais interditou Avenida Presidente Vargas e provocou pânico; um dos criminosos carregava uma granada

Alexandre Rodrigues e Fábio Grellet / RIO, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2011 | 00h00

Pelo menos duas pessoas foram baleadas e outras três feridas ontem no assalto e sequestro de um ônibus, no centro do Rio. O intenso tiroteio entre policiais e bandidos e a interdição da Avenida Presidente Vargas, principal ligação entre as zonas norte e sul, provocaram pânico e paralisaram o trânsito em um horário de movimento intenso, às 20h30.

Dois bandidos se entregaram depois de uma hora de negociação dos oficiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. Os assaltantes mantiveram pelo menos dez passageiros reféns, segundo o comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte. Conforme os passageiros, quatro bandidos embarcaram armados, um deles com uma granada, no ônibus da Viação Jurema, que fazia a ligação entre a Praça 15 e a Baixada Fluminense. Pouco depois do anúncio do assalto, o motorista conseguiu parar o ônibus próximo a dois PMs que orientavam o trânsito na altura da Universidade Estácio de Sá, perto do camelódromo da Rua Uruguaiana.

Um dos policiais começou a negociar com os bandidos, entrou no ônibus e foi dominado. Ele e o motorista conseguiram saltar do ônibus. Os bandidos então obrigaram um dos passageiros a assumir o volante.

Policiais iniciaram uma perseguição com troca de tiros. Após uma colisão com o carro da polícia, os pneus do ônibus foram atingidos por PMs na altura da sede da prefeitura do Rio. Cinco carros da polícia cercaram o coletivo e o trânsito foi interrompido, provocando grande congestionamento. Policiais do Bope foram chamados para assumir a negociação. Após quase uma hora, às 21h30, dois bandidos se renderam e, segundo o comandante Mário Sérgio Duarte, dez passageiros foram libertados. Os assaltantes entregaram três revólveres e uma granada.

Fuga. Dois bandidos teriam conseguido fugir. Um deles teria deixado o ônibus no início da ação. O segundo pode ter saído no momento em que os assaltantes permitiram a retirada de reféns baleados.

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