Bandidos roubam perua escolar e levam crianças em SP

Crime aconteceu em Taboão da Serra; quatro crianças e um adulto ficaram cerca de 1 hora com os bandidos

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

28 de fevereiro de 2008 | 07h52

Numa ação ousada e inusitada, bandidos ficaram entre 30 minutos e 1 hora com quatro crianças que estavam em uma perua escolar que foi interceptada por criminosos, na manhã desta quinta-feira, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.   A polícia ainda não tem pistas dos assaltantes. O que a polícia sabe, até agora, é que por volta das 6h15, os bandidos tomaram a van Splinter, com quatro crianças e dois adultos. O motorista teria sido deixado no local, e os bandidos seguiram viagem junto com as crianças, que foram liberadas depois, junto com o monitor. Segundo a PM, o monitor acionou a polícia e providenciou uma nova perua escolar, que levou as crianças para a escola. Elas passam bem.   O carro foi abandonado na rua Tibaji, no Parque Pirajussara, em Embu, após o alarme do veículo disparar. Os bandidos fugiram. O caso será registrado no 1º DP de Embu. Não há informações sobre o número de bandidos que seqüestraram a perua escolar, nem sequer o que foi roubado.   Outro seqüestro   Na segunda-feira, 25, outro seqüestro desesperou pais de alunos na zona norte de São Paulo. Uma perua escolar foi levada e as crianças ficaram meia hora nas mãos de dois ladrões, que foram presos. Apesar do abalo emocional, nenhuma criança ficou ferida. Na troca de tiros com a polícia, um pedreiro foi atingido no tórax por uma bala perdida e continua internado.   O plano inicial dos presos e de um comparsa que conseguiu fugir era assaltar o sacolão Sanches, na Avenida Ataliba Leonel, para, como recompensa, receberem o 'batismo' do Primeiro Comando da Capital (PCC). Dois deles, Agnaldo Rodrigues dos Santos, 34 anos, e Edvaldo Santos de Santana, 24 anos, renderam o primeiro funcionário que chegou na loja. Depois, os outros empregados que chegavam também acabavam reféns. Do lado de fora, em uma moto, o terceiro ladrão fazia a escolta dos comparsas. Mas uma testemunha viu a ação e chamou a polícia. Policiais militares entraram no sacolão e renderam Santos, que estava armado com um revólver calibre 38 e não reagiu. Santana conseguiu fugir correndo pela avenida. Perseguido por PMs a pé, ele resolveu atirar, segundo os policiais. Cansado e com a pistola 9 mm travada, Santana parou de correr. Acuado, olhou para os lados e decidiu entrar no primeiro carro que estava parado: a perua escolar. 'Ele estava na 'fissura', ferido e com a arma em punho. Eu entrei junto, sentei e disse que ia orar por ele. Ele permitiu e eu coloquei a mão em seu ombro. Ele abaixou a arma e passou a pedir socorro pelo celular', contou um corretor de imóveis de 34 anos que também estava na perua. A perua saiu em alta velocidade com as crianças aos berros, sentadas ao lado de um ladrão armado e sangrando. Os PMs, que estavam a pé, não conseguiram acompanhar o veículo. No desespero de ser resgatado, Santana ligou para os comparsas. Ao celular, gritava os nomes das ruas por onde passava e pedia que eles chegassem rápido. Mas ele não percebeu que a motorista da perua também falava ao celular. "Até agora, não sei como tive aquela reação, mas consegui disfarçar e fingi que conversava com o pai de uma criança", contou ela. Do outro lado da linha, estava um cabo da PM, que tentava descobrir o paradeiro da van. Minutos depois, a PM localizou o veículo e prendeu o bandido.

Tudo o que sabemos sobre:
perua escolarsequestro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.