Bandidos resgatam presos em Cubatão; ação mata 2 policiais

Polícia acredita que pelo menos 12 bandidos, em vários carros, cercaram veículo que trazia criminosos

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

22 de novembro de 2007 | 06h45

Um resgate de presos, por volta das 19h30 de quarta-feira, 21, em Cubatão, litoral paulista, terminou com um saldo de três pessoas mortas, entre elas dois policiais. Três detentos continuam foragidos. O primeiro tiroteio ocorreu na altura do quilômetro 274 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, cidade vizinha, retornavam de uma audiência do Fórum de Vicente de Carvalho, bairro de Guarujá, quando o único veículo da Polícia Civil que era usado no transporte dos detentos foi interceptado por pelo menos 12 bandidos em vários carros. Segundo o delegado Seccional, Valdomiro Coelho Filho, fortemente armados, inclusive com fuzis, os criminosos tinha como objetivo resgatar Henrique Santos Rocha, conhecido como "Perninha". Os demais criminosos, aproveitando a situação, também fugiram e escaparam por um manguezal. Ao ser cercada, a viatura que estava sendo utilizada no transporte dos criminosos foi atingida por vários disparos, inclusive nos pneus. Os detentos que voltavam para o CDP conseguiram fugir pelo vidro traseiro, que foi estilhaçado. O investigador Marcelo dos Santos Valença, de 50 anos, atingido com 4 tiros, e o carcereiro Nilson Silva de Oliveira, de 35 anos, do Grupo de Operações Especiais (GOE), também baleado, foram encaminhados ao Hospital Modelo, em Cubatão, onde Nilson morreu e Marcelo segue internado em estado grave. Três veículos foram abandonados pelos criminosos no local do resgate: um Fox prata, um Volks Polo e uma picape Ford EcoSport. Buscas Já no final da noite, durante buscas aos fugitivos pela região, policiais militares localizaram um dos detentos na Favela de Vila Esperança, em Cubatão, ainda com as algemas nos pulsos, mas com a corrente estourada. Portando um revólver calibre 38, o bandido, cujo nome ainda não foi divulgado, trocou tiros com os policiais. Baleado, acabou morrendo. O carcereiro Cícero Roberto de Oliveira, de 39 anos, também do GOE e muito amigo de Nilson, ao saber da morte do colega, sofreu um enfarte e foi encaminhado ao mesmo hospital, mas não resistiu e também morreu.

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