Bandidos matam perito, professora e taxista

Os três crimes ocorreram em menos de 12 horas na capital, durante assaltos ocorridos no Itaim Paulista, no Alto de Pinheiros e no Butantã

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 02h04

Em menos de 12 horas, três pessoas foram assassinadas por assaltantes em São Paulo. As vítimas foram uma professora de informática, um perito criminal e um taxista. Em média, oito pessoas morrem por mês nesse tipo de crime na capital.

O primeiro caso aconteceu na Rua Tracajá, no Itaim Paulista, zona leste, às 22h de anteontem. No momento do crime, a professora de informática Renata Aparecida Fernandes Alves, de 30 anos, estava com duas amigas na frente de casa. As três ouviam música, jogavam baralho e fumavam narguilé quando o trio de bandidos anunciou o assalto.

Segundo depoimento das amigas de Renata, ela entregou a chave do seu Ford Fiesta vermelho, que estava estacionado na frente da residência. Quando os bandidos seguiam até o veículo, ela teria tentado pegar uma mochila no carro. Os homens atiraram em Renata, que morreu no local.

Os criminosos levaram o carro e dois celulares. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Renata foi enterrada na tarde de ontem, no Cemitério Municipal de Itaquera.

Do outro lado da cidade, no Alto de Pinheiros, zona oeste, o taxista Robson Alves de Morais, de 35 anos, foi assassinado por outro bandido por volta das 6 horas de ontem. Um vigilante de 44 anos viu o Meriva de Morais em alta velocidade. O carro parou e o taxista começou a pedir socorro, gritando "é ladrão, é ladrão". Logo depois, a testemunha viu um homem sair pela porta traseira do veículo e começar a correr.

O taxista foi atingido por seis golpes de canivete no pescoço e no tórax. Quando policiais chegaram ao local, chamaram o Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu), que constatou a morte da vítima. No carro, o bandido deixou a carteira e o celular da vítima.

A câmera de segurança de um colégio flagrou o bandido correndo. Durante a fuga, ele deixou cair o canivete. Também foram encontrados no local do crime dois carnês de pagamento e um maço de cigarros.

Suspeitas. Policiais do 14.º Distrito Policial (Pinheiros) afirmam que os carnês encontrados podem ajudar a localizar o bandido. Titular do DP, o delegado Gilmar Contrera afirma que o documento estava em nome de uma mulher, que havia feito boletim de furto às 7 horas. A suspeita é de que ela pudesse conhecer o ladrão e, depois de saber que ele havia perdido o papel, prestou queixa para despistar a polícia.

Também na zona oeste, na região do Butantã, policiais militares do 16.º Batalhão encontraram um perito da Polícia Científica morto dentro de seu carro, na esquina da Avenida Politécnica com a Rodovia Raposo Tavares, por volta das 10 horas.

José de Alencar Lacerda Silva, de 45 anos, foi baleado na nuca. A polícia suspeita de que ele possa ter sido morto em um sequestro relâmpago, depois que os criminosos descobriram que ele era policial. O perito trabalhava no Núcleo de Crimes de Informática do Instituto de Criminalística (IC). A polícia descarta que a morte tenha relação com seu trabalho. Silva estava havia 18 anos no IC e tinha dois filhos.

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