Bandidos matam casal na Av. dos Bandeirantes

Crime aconteceu na frente das filhas da mulher; para polícia, uma das hipóteses é de que o piloto de moto avaliada em R$ 50 mil tenha reagido

ARTUR RODRIGUES , RICARDO VALOTA, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2012 | 02h02

Um casal em uma motocicleta de luxo foi executado ontem por criminosos na Avenida dos Bandeirantes, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. As filhas da mulher, que estavam em um carro atrás, encontraram o casal caído na rua. A Polícia Civil apura se foi uma tentativa de roubar a moto, avaliada em cerca de R$ 50 mil, ou se os assassinatos tinham outra motivação.

O comerciante Rafael Jesus Fulaz, de 31 anos, e a mulher dele, Sibele Carla Pedroso, de 36, proprietária de uma corretora de imóveis, trafegavam pela primeira vez com a moto, comprada um dia antes. Por volta das 21 horas, eles estavam vindo de Mongaguá, no litoral paulista, onde Sibele vivia, e seguiam para Itu, no interior, onde a família de Fulaz mora, quando foram abordados em um semáforo, na pista sentido Marginal do Pinheiros. Os dois bandidos estavam em uma moto Twister.

Segundo a polícia, Fulaz acelerou quando viu os bandidos. O criminoso que estava na garupa atirou. Baleado, o comerciante perdeu o controle da moto e bateu contra um Toyota blindado.

Os bandidos, segundo uma testemunha, aproximaram-se. O garupa então desceu da moto e atirou contra as duas vítimas caídas. Sibele foi baleada duas vezes nas costas e uma no ombro. Fulaz foi atingido na coxa esquerda e nas costas. Depois, os bandidos fugiram, sem levar nada.

Uma das hipóteses investigadas é a de que os bandidos tentavam roubar a Honda modelo CBR 1000RR Repsol do casal. "O crime foi lamentável e há indicativos de que tenha sido latrocínio (roubo seguido de morte)", disse na manhã de ontem o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. Motociclistas e polícia afirmam que a Avenida dos Bandeirantes é um dos principais locais de ação de quadrilhas especializadas em roubos de motos de luxo.

'Maldade'. Mas policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirmam que normalmente os bandidos não atiram tantas vezes contra as vítimas em tentativas de assalto. Eles buscam câmeras que possam identificar os bandidos. Duas filhas do casamento anterior de Sibele, uma de 19 e outra de 5 anos, estavam a uma distância de quatro carros das vítimas. A mais velha desceu do veículo e encontrou a mãe baleada.

"É tanta violência que não dá mais para ter sonho", desabafou, em Itu, Carlos Fulaz, irmão de Rafael. Antes de ser morto, Rafael havia postado em sua página na rede social Facebook que tinha realizado um sonho ao comprar a moto. "Ele não morreu pelo sonho, mas pelas mãos de bandidos." / COLABORARAM JULIANA DEODORO e JOSÉ MARIA TOMAZELA

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