Bandidos invadem transportadora e fazem reféns em SBC

Os cerca de 20 assaltantes permaneceram cinco horas no local e arrombaram caixas eletrônicos

Daniela do Canto, estadão.com.br

08 Abril 2009 | 06h30

Bandidos armados de pistolas e metralhadoras invadiram a transportadora Transauto na Rua Miro Vettorazzo, bairro Demarchi, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, na noite desta terça-feira,7. Eles fizeram aproximadamente 50 pessoas reféns, roubaram dinheiro e celulares das vítimas e arrombaram e esvaziaram dois caixas eletrônicos de uma agência do Banco Real instalada no local. Segundo testemunhas, os cerca de 20 assaltantes permaneceram cinco horas na transportadora. Eles fugiram e ninguém havia sido preso até a manhã desta quarta-feira, 8.

 

Conforme o relato das vítimas, a quadrilha chegou ao local por volta das 21h. Dois bandidos se aproveitaram da abertura do portão para a entrada de um caminhão e renderam os dois vigilantes, que tiveram os seus revólveres e coletes à prova de balas roubados. Já dentro da transportadora, os dois invasores chamaram, por rádio, o restante do bando. Comparsas em dois Volkswagen Gol estacionados do lado de fora da Transauto, que trabalha com caminhões do tipo cegonha, deram cobertura aos bandidos.

 

As vítimas contaram que foram todas amarradas com lacres plásticos, conhecidos como "enforca gatos" e trancadas no banheiro e no depósito da transportadora. Uma família - um caminhoneiro com a mulher e a filha pré-adolescente - chegou de carro ao local durante a ação dos bandidos e foi mantida dentro do automóvel, sob a vigilância de um assaltante. O caminhoneiro foi buscar o seu caminhão e em seguida daria início a uma viagem.

 

Um outro caminhoneiro contou ter sido agredido com uma coronhada na cabeça no início da ação dos bandidos. No momento, ele estava saindo do banheiro e brincou com um dos assaltantes, que ele tinha confundido com um colega.

 

As vítimas contaram que os bandidos carregavam bolsas a tiracolo para poderem levar o dinheiro roubado. Elas conseguiram se soltar quando perceberam que a quadrilha havia deixado o local, por volta das 2 horas. Uma dos reféns que estava no depósito conseguiu derreter o lacre plástico com um isqueiro e soltar os outros colegas. O depósito estava trancado com uma corrente, que foi estourada pelos reféns colocados no banheiro, que também conseguiram escapar após quebrarem a porta, feita de alumínio e vidro.

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