Bandidos explodem caixa eletrônico dentro de farmácia na zona leste de SP

Dono e segurança da farmácia foram reféns por cerca de 3h, antes dos bandidos explodirem o caixa

Pedro da Rocha e Ricardo Valota, Estadão.com.br

09 de junho de 2011 | 05h41

SÃO PAULO - Na madrugada desta quinta-feira, 9, mais uma tentativa de roubo a caixa eletrônico foi registrada em São Paulo. A máquina estava dentro de uma farmácia localizada na Avenida Pires do Rio, na zona leste da capital, e os bandidos usaram explosivos para tentar abrir o compartimento do dinheiro. Duas pessoa foram feitas reféns por cerca de 3 horas e, apesar do estrago na drogaria, apenas a quantia do caixa foi levada.

 

O dono da farmácia, Vagner Vieira Mineo, de 32 anos, contou que voltava para sua casa, a pé, quando foi abordado, por volta de 0h, por um homem armado, recebendo ordens para ficar com a cabeça baixa. O bandido disse que seus comparsas mantinham a família de Vagner refém, e o obrigaram a seguir até a farmácia.

 

O segurança que estava dentro da drogaria foi orientado pelo dono a não reagir e abrir a porta. Outro criminoso surgiu e também entrou no local. As vítimas foram amarrados com fita adesiva no escritório, nos fundos da farmácia. Testemunhas disseram à polícia que viram entre oito e nove homens de vigia do lado de fora, armados com fuzis.

 

Por cerca de 3 horas os dois bandidos ameaçaram de morte os reféns e chegaram a colocar a arma dentro da boca do vigia. Por volta das 3h15, trancaram a porta do escritório e explodiram o caixa eletrônico.

 

"Pensei que o imóvel ia cair. Consegui me levantar e desamarrar. Quando abri a porta, havia fumaça para todo lado e a farmácia estava em chamas. Peguei o extintor de incêndio e apaguei o fogo", contou Vagner. Em seguida foi para a rua e pediu ajuda para um motorista que passava pelo local, acionando então a polícia.

 

Apesar de testemunhas terem afirmado que homens armados com fuzis vigiavam as ruas, a polícia não foi acionada durante as cerca de 3 horas de duração da ação criminosa, e o chamado da ocorrência só foi registrado às 3h40, momento em que Vagner disse ter conseguido se libertar. Em frente à farmácia há um poste de iluminação que, às 4h40, estava apagado, deixando a rua em completo breu. Vagner disse à reportagem do Estadão.com.br que em outros dias há iluminação na via, mas que justo nesse dia ela estava desligada.

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