Bandido é morto pela PM após série de roubos em Guarulhos

Com um revólver calibre 38, assaltante teria enfrentado tenente armado de metralhadora dentro de favela após correr e pular um córrego

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

30 de agosto de 2011 | 01h50

SÃO PAULO - No final da tarde de segunda-feira, 29, ao supostamente enfrentar policiais militares da Força Tática do 31º Batalhão, em Guarulhos, na Grande São Paulo, o assaltante Cristiano de Souza Martins, de 32 anos, levou a pior e teve sua vida criminal encerrada.

 

Armado com um revólver calibre 38, Martins teria enfrentado um oficial da PM, armado com uma metralhadora, próximo a um córrego, na favela localizada numa das travessas da Rua Eldorado dos Carajás, no bairro Anita Garibaldi. Ferido, o criminoso morreu quando era atendido no pronto-socorro do Bom Sucesso.

 

" Eu disse para ele largar a arma, mas ele a apontou para mim quando então dei a primeira rajada. Mesmo ferido ele tentou disparar outra vez, então eu dei a segunda", relatou o tenente Ronildo Lopes, que foi atrás de Martins após ele fazer três mulheres reféns e ao mesmo atirar contra um dos policiais que haviam entrado na favela.

 

Segundo os policiais, Cristiano, procurado pela justiça e com passagens por roubo e porte ilegal de arma, roubou um Fiat Pálio prata de uma mulher na manhã de domingo, 29, na Estrada Mato das Cobras, no bairro da Ponte Alta. Usando o mesmo veículo e acompanhado de um comparsa, o acusado assaltou um mercado às 13h30 do mesmo dia.

 

Já na segunda-feira, às 15h30, desta vez sozinho novamente, Cristiano assaltou um caminhão de entrega de botijões de gás, levando o dinheiro das vítimas. Em patrulhamento, PMs flagraram o bandido e o perseguiram. Quando era caçado, Souza abandonou o carro e entrou na favela, onde fez três mulheres reféns, como escudo, para não ser baleado.

 

Após atirar nos policiais, o criminoso teria corrido, pulado um córrego, mas acabou alcançado pelos policiais, entre eles o tenente, armado com a metralhadora. Como se trata de uma resistência seguida de morte, o caso foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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