Bancários protestam contra proibição de porta giratória

Câmara derrubou veto à lei e sindicato dos bancários diz que número de assalto às agências vai aumentar

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

13 de dezembro de 2007 | 10h18

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região se posicionou contra a proibição do uso de portas giratórias na entrada de agências bancárias. Depois de dez anos de proibição, o veto à lei que proíbe o uso foi derrubado em votação na Câmara Municipal de São Paulo. O sindicato vai pedir uma audiência com o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), para evitar que o projeto seja sancionado.  Lei proíbe detector de metal em banco  Bancário vê risco de mais assaltos    Se a medida for colocada em prática, o número de assaltos às agências deverá aumentar, segundo argumento do sindicato. Os bancários acreditam que a medida é um retrocesso e vai ampliar a campanha pela instalação das portas de segurança, manutenção constante dos detectores de metais, treinamento permanente dos vigilantes, assim como a diminuição do rodízio desses profissionais.  Além disso, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que vai estudar as medidas possíveis para reverter esse processo na Câmara, além de continuar pressionando os bancos a garantir a segurança de clientes e funcionários. A entidade pretende ampliar o debate com a população para que ajude a pressionar os bancos a aperfeiçoar a segurança, oferecendo alternativas que reduzam o constrangimento das pessoas, sem, no entanto, expor clientes e trabalhadores à violência.  O autor do projeto, vereador Dalton Silvano (PSDB), alega que as portas não vão "melhorar a segurança. As pessoas humildes passam vergonha quando são barradas na porta do banco. Até um simples chaveiro é motivo de suspeição. Há muito constrangimento." O vereador teve seu projeto barrado em 1997 pelo prefeito Celso Pitta. Os bancos vão ter um prazo de 120 dias para se adaptar à restrição.

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