Bancários paulistas decidem manter greve por tempo indeterminado

Categoria está em greve desde 27 de setembro, após rejeitar proposta de aumento prevista para 0,56%

Marcela Bourroul Gonsalves, estadão.com.br

03 Outubro 2011 | 18h13

SÃO PAULO - Os bancários de São Paulo, Osasco e região decidiram em assembleia realizada nesta segunda-feira, 3, manter a greve por tempo indeterminado. Segundo o sindicato, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não apresentou uma proposta.

A categoria está em greve desde 27 de setembro, após rejeitar proposta dos donos de bancos, que previa aumento real de 0,56%. Foram realizadas cinco rodadas de negociação e as demais reivindicações dos bancários, como participação maior nos lucros e resultados (PLR), também não foram atendidas.

"Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria - apesar de acumularem lucros 20% maiores - levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim às paralisações. Os bancos são um dos setores mais lucrativos do país, têm condições de apresentar proposta decente à categoria", afirmou Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Balanço final aponta que 773 locais de trabalhos na região de São Paulo foram paralisados nesta segunda-feira, 3, oitavo dia de greve. Uma nova assembleia será realizada nesta quarta-feira, 5, na Quadra dos Bancários, na Sé.

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