Bancários fazem protesto após idosa entrar armada em agência

Na quarta-feira, uma mulher de 73 anos entrou com um revólver no interior da agência para receber troco

Chico Siqueira - Especial para o Estado de S. Paulo,

02 de agosto de 2012 | 18h07

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - Um dia depois de a professora aposentada Janete Benfatti Diaz, de 73 anos, entrar com uma arma no interior da agência, sindicalistas e bancários fizeram um protesto nesta quinta-feira, 2, que atrasou em uma hora a abertura do Itaú, do bairro Boa Vista, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Reunidos na entrada da agência, os bancários atrasaram a abertura em uma hora, impedindo que clientes e bancários entrassem no local.

Na quarta-feira, Janete entrou armada no interior da agência com um revólver calibre 32, carregado, na cintura, sem que fosse interceptada por seguranças ou pelo detector de metais. A professora -- que pretendia intimidar o gerente para receber R$ 50,00 que faltaram de um cheque descontado no dia anterior---, só foi descoberta depois de mostrar a arma aos funcionários, que chamaram a polícia assim que ela foi embora, sem receber o dinheiro. Janete foi presa no prédio onde mora, mas pagou fiança e vai responderá por porte ilegal de arma de fogo.

"Este caso é exemplo de que como está a falta de segurança nas agências, onde funcionários e clientes ficam a mercê de um sistema falho, que coloca a vida deles em risco", disse Julio César Grochovski, diretor de patrimônio do sindicato dos bancários de Rio Preto. "Este protesto serve para alertar os clientes e funcionários para o risco que eles estão correndo. E não é a primeira vez que isso acontece, já tivemos casos de uma pessoa entrar armada, render funcionários e assaltar uma agência", disse.

De acordo com os sindicalistas, a porta giratória do banco deveria ter alertado sobre a entrada da professora armada, mas não o fez porque seguranças ou teriam deixado a mulher entrar sem acionar o detector ou o detector estava desregulado. Segundo Grochovski, nas portas giratórias há um sensor, cuja regulagem, pode ou não aumentar a sensibilidade para detecção de metais. "Ocorre que esse sensor é acionado pelo pessoal da segurança, que não é funcionário do banco, mas sim, terceirizado", disse. Segundo ele, além de protestar contra a falta de segurança nas agencias, o protesto também serviu para reivindicar mais funcionários para as agências.

O banco Itaú não quis falar sobre o protesto desta quinta-feira. A assessoria divulgou a mesma nota de quinta-feira, na qual o banco diz lamentar e que vai apurar o caso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.