Bancário aposentado é preso por pedofilia no Guarujá

No apartamento do preso, polícia apreendeu dois computadores com centenas de fotos de pedofilia

Rejane Lima, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2009 | 15h48

Um bancário aposentado de 66 anos foi preso no Guarujá, na Baixada Santista, por crime de pedofilia. Detido na noite da terça-feira, 28, ele confessou possuir fotos eróticas de menores de idade e foi enquadrado em flagrante pelo artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que considera crime o armazenamento de fotos dessa natureza. Três jovens de 14, 15 e 16 anos foram identificadas. No apartamento de alto padrão onde o suspeito mora sozinho, no bairro das Pitangueiras, a polícia apreendeu dois computadores com centenas de fotos de meninas nuas em poses sexuais.

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Os policiais da Delegacia Sede do Guarujá, no litoral paulista, estavam investigando o suspeito havia uma semana, quando desconfiaram da sua conduta ao registrar um boletim de ocorrência de furto. Primeiro, o aposentado afirmou ter sido abordado na rua por duas jovens desconhecidas que haviam lhe roubado dinheiro e um cartão de crédito, com o qual fizeram compras no valor de R$ 11 mil. "Nós já estávamos desconfiados da história, daí, no dia seguinte, ele voltou à delegacia com fotos das adolescentes afirmando que tinha obtido no Orkut", disse o investigador Rodrigo Santos.

Com as imagens em mãos, os investigadores localizaram as duas jovens citadas e uma terceira adolescente. "As três foram ouvidas na presença da conselheira tutelar e da família e denunciaram que tinham relações com ele e que recebiam dinheiro, presentes e até viajavam com ele, que tinha a cópia da certidão de nascimento delas", contou o investigador.

Pelo menos quinze adolescentes diferentes aparecem nas imagens, tiradas no próprio apartamento. De acordo com o delegado titular Claudio Rossi, as investigações continuam para apurar se houve crime de estupro ou atentado violento ao pudor. "Por enquanto, ele vai ficar preso na cadeia anexa ao 1º DP (Delegacia de Polícia) de Vicente de Carvalho", disse o delegado.

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