Bancária é morta por bandidos de moto quando voltava de festa

Priscila Simão chegou a derrubar os criminosos após bater seu carro na motocicleta; um deles levantou e atirou

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2013 | 02h03

Uma bancária de 33 anos foi assassinada com vários tiros, um deles na cabeça, após uma suposta tentativa de assalto. Os bandidos, no entanto, não chegaram a anunciar o crime. Priscila Machado Simão morreu a caminho do hospital. O caso foi no Grajaú, zona sul de São Paulo, no começo da madrugada de ontem. A dupla que efetuou os disparos roubou uma moto na mesma rua antes de fugir.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Priscila voltava de uma festa com uma amiga em seu Citroën quando a dupla na moto começou a fazer manobras em zigue-zague. Em determinado momento, o carro bateu de leve na moto, com força suficiente para derrubar a motocicleta. Ela parou o veículo.

Quando os ocupantes se levantaram, ainda segundo informações da Secretaria da Segurança, um deles sacou uma arma e fez vários disparos em direção à motorista do carro. Em seguida, os dois fugiram pela Rua Sinfonia Popular.

Instantes depois dos tiros, um homem que estava na mesma rua, também de moto, foi abordado pela mesma dupla. Os criminosos o obrigaram a entregar o veículo e, em seguida, fugiram.

A amiga de Priscila, também bancária de 31 anos, procurou socorro a pé. Policiais militares e uma equipe do resgate do Corpo de Bombeiros as socorreram, mas Priscila morreu no Hospital Geral do Grajaú.

Os policiais apresentaram a ocorrência no 85.º DP (Jardim Mirna). Como não houve anúncio de assalto, segundo informou a Secretaria da Segurança, o caso foi registrado pelo delegado Ricardo Neiva como roubo e homicídio qualificado e não latrocínio (roubo seguido de morte). A polícia não divulgou se tem pistas sobre os suspeitos.

Rede social. Em sua descrição no Facebook, onde mantinha dezenas de fotos de festas e viagens, Priscila dizia que era "apenas coração e sempre muito verdadeira". "Justa sempre, que odeia a mentira e muito menos traição", escreveu a bancária.

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