Luís Roberval Sales/Arquivo Pessoal
Luís Roberval Sales/Arquivo Pessoal

Balão cai em prédio na zona oeste de SP e causa princípio de incêndio

Proximidade do artefato chegou a fechar o Aeroporto Campo de Marte por 16 minutos; queda ocorreu por volta das 7h45

Juliana Diógenes e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 09h41
Atualizado 15 Novembro 2017 | 22h08

SÃO PAULO - Um balão caiu sobre casas e um prédio de 12 andares, por volta das 7h45 desta quarta-feira, 15, na Rua Tucuna, Vila Pompeia, zona oeste de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, ocorreu um princípio de incêndio no telhado de uma das residências, mas ninguém ficou ferido. Vizinhos relataram que a casa não tinha moradores.

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Mais cedo, a presença de um balão chegou a fechar as operações do Aeroporto Campo de Marte entre 7h35 e 7h51. Segundo a assessoria de Imprensa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a estrutura foi vista próxima da cabeceira de Campo de Marte, mas não havia confirmação se era a mesma que caiu na Vila Pompeia. Da mesma forma, um balão foi avistado na região da torre do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, sem afetar as operações.

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A queda do balão movimentou o feriado no bairro da zona oeste. Para o engenheiro eletrônico Omar Tedesco, de 60 anos, e o porteiro Rafael Marroni, de 31, o objeto poderia ser uma provocação de torcedores corintianos contra palmeirenses, pois o Estádio Allianz Parque está localizado a menos de uma quadra de distância. Já o artista visual Luís Roberval Sales, de 61 anos, acreditava em uma homenagem ao cantor Raul Seixas, pois “uma parte do balão tinha a estampa de um homem branco barbudo”. 

“Estava dormindo, abri a janela do meu quarto e olhei para cima, daí liguei a TV e estavam mostrando o meu prédio”, conta Tedesco. Ele relata que conseguiu alcançar o balão da janela da sala do apartamento e chegou a tentar puxar o objeto para tentar retirá-lo. Porteiro do edifício, Marroni percebeu o artefato quando motociclistas começaram a parar na frente do imóvel. “Acho que eram baloeiros querendo buscar. Quando viram a polícia, saíram rápido.”

 

 

Pena

Soltar, fabricar ou vender balões é crime ambiental, com pena prevista de 1 a 3 anos de prisão, de acordo com a Lei 9.605/13. O infrator fica sujeito ainda a uma multa de R$ 7,5 mil. Entre janeiro e setembro de 2017, mais de 170 balões foram apreendidos e multas de R$ 1,6 milhão foram aplicadas, segundo o governo do Estado. 

Para lembrar: drone em Congonhas

No domingo, um drone fechou o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. A Polícia Federal abriu um inquérito para identificar o responsável. O equipamento sobrevoou a pista de pouso e interrompeu pousos e decolagens entre 20h15 e 22h25. 

Caso seja identificado, o responsável por pilotar o drone poderá responder pelo crime de expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, previsto no artigo 261 do Código Penal. A pena é de 2 a 5 anos de prisão.

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