Baixada Santista tem recorde de casos de dengue

Neste ano, já foram registradas 25 mil ocorrências nas 9 cidades da região e 42,4 mil no Estado; médicos apostam em redução do problema com o frio

ZULEIDE DE BARROS , ESPECIAL PARA O ESTADO , SANTOS, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2013 | 02h04

A Baixada Santista bateu o recorde histórico de casos de dengue neste ano. Até o dia 20 deste mês, as cidades da região já haviam registrado 25 mil ocorrências, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A epidemia superou a marca atingida em 2010 e é a mais alta desde o início das notificações, em 1990. Em todo o Estado de São Paulo, são 42,4 mil casos de dengue.

A epidemia já matou 11 pessoas na Baixada e a elevação do número de mortes chama a atenção das autoridades: foram 5 em Santos, 3 em Cubatão, 2 em São Vicente e 1 no Guarujá. O Instituto Adolfo Lutz ainda avalia outras cinco mortes suspeitas. Em 2010, 71 pessoas morreram de dengue na região.

Santos é a cidade com o maior número de pessoas infectadas neste ano (9.126 casos), seguida por Cubatão (4.284) e São Vicente (2.304).

Diante do aumento do número de casos, prefeituras das nove cidades da Baixada desencadearam uma série de ações para combater o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. O clima quente e úmido favorece a proliferação do inseto.

As cidades também ampliaram a rede de atendimento de urgência e emergência. Em Santos, unidades básicas de saúde estenderam o horário de atendimento por causa da dengue. Com a queda da temperatura neste mês, a expectativa dos médicos é de que a ocorrência da doença caia.

Em um evento médico realizado ontem em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a fase de transmissão epidêmica da dengue vai terminar ainda neste mês. "Vai de janeiro a maio. Passado este mês, reduz o período epidêmico. A grande preocupação dos próximos meses de inverno é enfrentar o influenza", afirmou Padilha, referindo-se à gripe.

Surto. Os primeiros casos de dengue começaram a aparecer no começo do ano. Em março, pelo menos seis das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista já haviam decretado situação de emergência - quando já há o registro de 100 casos da doença para 100 mil habitantes.

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