Sérgio Castro/AE
Sérgio Castro/AE

Bairro alagado pode ser bombeado

Prefeitura avalia como drenar o Jardim Romano, inundado há 8 dias; vistorias podem levar à isenção de IPTU

Renato Machado,

16 de dezembro de 2009 | 04h39

Prefeitura de São Paulo estuda colocar bombas para sugar a água que há mais de uma semana inunda o Jardim Romano, na zona leste de São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) informou na terça-feira, 15, que será feita uma drenagem na área alagada, "muito possivelmente" por meio de bombas. "É uma hipótese que será definida nas próximas horas", disse Kassab.

 

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Técnicos da Prefeitura e da Subprefeitura de São Miguel Paulista se reuniram nesta terça para discutir o assunto. Um novo encontro está programado para a manhã desta quarta-feira, 16, e uma solução já deve ser anunciada. Seguindo esse método, uma bomba sugará toda a água e a levará diretamente para um caminhão-pipa. Não foi informado qual será o destino desse material.

 

O subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Roberto Persoli, já havia informado durante a manhã que o destino da água é um dos "limitadores" para o uso das bombas. "É uma solução complexa e que por isso precisa ser bem elaborada. Hoje, grande parte dessa água é esgoto, então não podemos simplesmente retirar daqui e poluir um outro lugar", disse.

 

Especialistas ouvidos pela reportagem informam que o destino não é necessariamente um problema, uma vez que muitas estações de tratamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estão ociosas. "O grande custo é o transporte, mas é preciso dar uma solução urgente.

 

É preocupante a água estar parada todos esses dias, principalmente por causa das doenças que pode provocar", diz o ambientalista e membro do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) Carlos Bocuhy. "Só não pode tirar uma água que está poluída e levar para um outro lugar. Tem de levar para uma estação de tratamento da Sabesp."

 

Os moradores afirmam que ruas da região já estavam alagadas antes mesmo do temporal de terça-feira da semana passada. Eles apontam como "culpadas" obras de asfaltamento feitas no primeiro semestre, que rebaixaram o nível de algumas vias.

 

"As ruas antes alagavam um pouquinho, deixavam até um pouco de barro, mas fazia tempo que elas bloqueavam as ruas e entravam nas casas", diz o servente de pedreiro Antônio Carlos Pereira de Souza. Ele diz que há cerca de seis meses a Rua Capachós (que ainda está alagada) foi asfaltada e seu nível foi reduzido em "mais de meio metro".

IPTU

 

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que vai realizar em caráter de urgência vistorias em imóveis atingidos pela enchente da semana passada na região de São Miguel, para a concessão de isenção no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). A Lei 14.493/2007 prevê que proprietários de imóveis nessa situação têm direito à isenção. No caso da região de São Miguel, os moradores precisam procurar a subprefeitura local o quanto antes para requerer o benefício, que será incluído (caso sejam comprovados os danos) no imposto do início de 2010.

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