Bairro 100% favela, Rocinha lidera zona sul

Região nobre do Rio, a zona sul aparece pela primeira vez no ranking com a Rocinha, na 18.ª posição. Com taxa de 2,57 presos por mil habitantes, oficialmente é o bairro com maior porcentual de favelização da cidade: 100% dos seus 70 mil moradores são considerados favelados pelo Instituto Pereira Passos (IPP).

RIO, O Estado de S.Paulo

17 Março 2013 | 02h04

Presença constante nas páginas policiais por causa da violência imposta pelo tráfico, atualmente a Rocinha tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Sua vizinha favela do Vidigal, também pacificada, ocupa o 27.º lugar, com taxa de 2,1 presos por mil habitantes.

As duas comunidades ficam no morro que separa São Conrado e Leblon, dois dos bairros com maior Índice de Desenvolvimento Social (IDS) da capital.

Abismo. A proximidade com a Rocinha e o Vidigal, porém, não causou tanto impacto na taxa de presos em relação à população desses dois bairros, ao contrário do que ocorre com Bonsucesso. São Conrado está na 30.ª posição do ranking, com taxa de 2 presos por mil habitantes. Já o Leblon aparece em 78.º lugar, com taxa de 1,02 preso por mil habitantes.

"São Conrado e Leblon são de altíssima renda. Então fica mais difícil para o morador da Rocinha ou do Vidigal dizer que mora nesses bairros. O abismo social que separa o morador do Alemão e de Bonsucesso, que é um bairro periférico da zona norte, é muito menor do existente entre a Rocinha e São Conrado", diz Jailson de Souza e Silva, do Observatório de Favelas.

Vizinho de Copacabana, o Leme é o segundo da zona sul com maior taxa de presos em relação à população (2,5). Encravado em um pequeno território entre a montanha e o mar, tem poucos moradores. Cerca de 15 mil, o que contribui para elevar a taxa. O bairro de classe média alta tem duas favelas: os morros da Babilônia e Chapéu Mangueira. As comunidades, que no passado eram bastante violentas, agora estão pacificadas. Dos 37 presos que residem no bairro, apenas três declararam que moram no Chapéu Mangueira, e um na Babilônia. / M.G.

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