'Baderneiro' vira 'mocinho' com reação desproporcional

ANÁLISE: Monika Dowbor

É CIENTISTA POLÍTICA DO CENTRO BRASILEIRO DE ANÁLISE, PLANEJAMENTO (CEBRAP), O Estado de S.Paulo

15 Junho 2013 | 02h02

Mesmo antes da repressão policial, pesquisas mostravam que a maioria da população de São Paulo apoiava os manifestantes. Uma hipótese para isso é a causa escolhida pelo movimento: a redução da tarifa. É uma causa clara e cristalina, que gera unidade por representar um problema comum a vários paulistanos.

Essa hipótese também explicaria o apoio aos manifestantes mesmo após o vandalismo das noites anteriores. Na ocupação da reitoria da USP, em 2011, a maioria da população foi contra porque era uma causa interna, que não cativou quem não estudava lá.

O sucesso do protesto provavelmente se deve também à estratégia de ação. Ao confrontar a ordem pública colocando barricadas em chamas nas ruas, espera-se uma reação da polícia. E, quando essa reação é desproporcional, "baderneiros" viram "mocinhos" e são vistos como os que lutam por uma cidade justa.

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