Bacharel é preso no Rio acusado de ''injúria racial''

Na casa do bacharel em Direito e estudante de Educação Física João Marcos Aguiar Godim Crespo, de 26 anos, preso ontem sob a acusação de "injúria racial", policiais civis da 14.ª Delegacia (Leblon) encontraram bonecos de soldados nazistas e a miniatura do ditador Adolph Hitler em um carro conversível. Também foram apreendidos dois computadores usados para acessar as redes sociais onde ele dava vazão a seus preconceitos e injúrias.

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2010 | 00h00

Nesses sites, policiais do programa Delegacias de Dedicação Integral ao Cidadão (Dedic) recolheram comentários postados em nome de Crespo com ideias típicas nazistas, como a defesa da eugenia: "Graças a Deus, em pouco tempo estarei longe dessa gentalha e dessa cafonice. Deus nos livre dessas pragas cafonas, nós, pessoas de bem, que nascemos bem, que tivemos educação e uma ótima genética. Viva a eugenia!"

Residente da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, ele vinha tecendo fortes críticas a moradores de bairros distantes que fazem da visita à árvore de Natal no centro da Lagoa um passeio típico de fim de ano. "É impressionante o mau humor e a inveja de pessoas que moram mal pra ..., onde tudo é feio", dizia parte de uma postagem. Os policiais, segundo informaram, receberam denúncias anônimas de internautas sobre o comportamento de Crespo.

Se condenado, o estudante poderá pegar de 2 a 5 anos de reclusão.

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