Avô e padrasto são suspeitos de abusar de menina de 9 anos no interior de SP

Em depoimento, vítima relatou que padrasto havia ameaçado matá-la caso contasse seu 'segredo'

Marcela Gonsalves, Estadão.com.br

26 de maio de 2011 | 17h26

SÃO PAULO - A polícia suspeita que uma menina de nove anos sofria abusos sexuais por parte de seu padrasto e de seu avô em Itapuí, na região de Bauru, interior de São Paulo. O caso foi descoberto pela polícia após um relato feito através de e-mail para o disque-denúncia, na qual constava que a criança era abusada pelo padrasto.

 

Os policiais de Itapuí começaram a investigar o caso e confirmaram a denúncia após ouvirem o depoimento da menina nesta quarta-feira, 25. Os agentes foram até a casa onde ela morava e ficaram cerca de quatro horas ouvindo seu depoimento. Ela relatou que o padrasto havia ameaçado matá-la caso contasse seu "segredo". A menina disse ainda que havia procurado diversas vezes a ajuda da mãe, mas ela nunca interveio.

 

Através de um exame, os médicos constataram que em nenhuma das vezes o ato chegou a ser consumado, mas segundo Tiago dos Santos Húngaro, titular da delegacia de Itapuí, foram cometidos outros tipos de abusos. O resultado do exame foi confirmado pelo depoimento do padrasto, que disse achar que apenas a penetração se configuraria em crime. Ele confessou os atos.

 

Em seu relato, a menina também mencionou que o avô a abusava. Ele, porém, negou a acusação em depoimento.

 

A Justiça decretou a prisão temporária dos homens e da mãe da criança, por conivência com os crimes. O avô e o padrasto estão detidos em Barra Bonita e a mulher está em Dois Córregos. A vítima e seu irmão mais novo, com pouco mais de um ano, foram encaminhados para um abrigo em Jaú. Ela receberá acompanhamento psicológico.

 

Segundo o delegado, na tarde de ontem, enquanto aguardava na delegacia, a menina escreveu cartas de próprio punho para o avô e o padrasto, nas quais diz que eles deviam ficar presos para que não machucassem outras pessoas e relata que estava muito triste com a situação. A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito.

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