Avó de Sean Goldman tenta reverter proibição de visitas

Justiça norte-americana proíbe visitas da avó, Silvana Bianchi, e outros parentes brasileiros

ROBERTA PENNAFORT , O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2012 | 03h04

RIO - A família brasileira de Sean Goldman, de 11 anos, vai tentar mais uma vez reverter na Justiça dos EUA a proibição de visitas da avó, Silvana Bianchi, e de outros parentes. O advogado Carlos Nicodemos, que representa Silvana, disse ontem que em até 30 dias entrará com ação para que seja cumprida a Convenção de Haia, que determina, por meio do conceito de família extensiva, que a avó tem o direito de ver o neto. A família cogita recorrer à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU).

Quando Sean foi entregue ao pai, David Goldman, pela avó, no fim de 2009, para voltar a viver com ele nos EUA, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelas visitas. Mas, uma vez naquele país, a situação mudou. Segundo o advogado, o Itamaraty não está se esforçando para fazer valer a Convenção. "O Brasil está sendo subserviente", diz.

Em entrevista veiculada pela rede americana NBC, o pai diz que não há impedimento para visitas, desde que Silvana converse com o terapeuta de Sean, e que desista da ação judicial ainda pendente, pedindo os encontros. Goldman não menciona a requisição de US$ 200 mil para pagamento de honorários advocatícios.

Silvana contratou o psicanalista Luiz Alberto Py para analisar o comportamento de Sean na entrevista à TV. Py, que nunca esteve com Sean e condena a invasão da privacidade dele, entendeu que o menino demonstrou estar tenso. "A impressão é que está sempre evitando conflitos. Não parece que ele está interessado na entrevista. Não é uma demanda dele, mas o pai falou para ele dar, e ele provavelmente disse que tudo bem."

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