Avião faz manobra brusca para não bater

Segundo TAM, piloto mudou de rota perto de Congonhas após alarme do TCAS

Valéria França e Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

Os 171 passageiros que estavam, no fim da tarde de ontem, no voo JJ 3717, da TAM, tomaram um grande susto. O avião, que havia partido de Brasília, já estava próximo do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, no início do procedimento de descida, quando o piloto fez uma manobra brusca e inesperada. Ele mudou de rota para não colidir com outra aeronave, que os aparelhos de segurança indicavam que estava a caminho.

Todo avião é equipado com um TCAS, dispositivo feito para evitar colisões. É uma espécie de sensor que dispara um alarme quando detecta outra aeronave na mesma rota, em sentido contrário. "O comandante seguiu os procedimentos de segurança prescritos para essas circunstâncias e informou os passageiros do ocorrido", disse a TAM, em nota.

O piloto estava no comando de um Airbus 320, o mesmo modelo que atravessou a pista de Congonhas e se chocou contra o prédio da TAM, na Avenida Washington Luís, em julho de 2007, matando 199 pessoas.

Esse tipo de aeronave chega a uma velocidade de cruzeiro de 840 km/h. Mesmo em velocidade mais baixa, já de aproximação, uma manobra de emergência acaba sendo brusca.

As aeromoças que ainda circulavam na aeronave chegaram a perder o equilíbrio e caíram. A Assessoria de Imprensa da TAM não sabia informar, no fim da noite de ontem, que tipo de aeronave estava na mesma rota.

A torre de controle de Congonhas não registrou qualquer incidente aéreo ontem. A Aeronáutica afirmou que está fazendo um levantamento sobre o episódio. O avião pousou sem problemas na pista de Congonhas, às 18h52.

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