Avião com 9 pessoas cai em Juiz de Fora e explode

Nas primeiras horas das buscas, foram achados oito corpos das vítimas; havia neblina intensa na hora da queda do bimotor

ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO, MARIANA DURÃO, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2012 | 03h06

Um avião bimotor que transportava nove pessoas caiu na manhã de ontem no bairro do Aeroporto, em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Nas primeiras horas das buscas, oito corpos foram achados. A queda ocorreu em um local de difícil acesso. O bimotor, que explodiu, havia saído de Belo Horizonte e ia para Juiz de Fora. Ele levava funcionários da empresa Vilma Alimentos.

Entre os passageiros estavam o presidente da empresa, Domingos Costa, o vice-presidente de Marketing e Vendas, César Tavares, além de outros funcionários, o piloto e o copiloto. Até o início da tarde de sábado, cerca de 20 homens do Corpo de Bombeiros ainda procuravam o último ocupante da aeronave.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, os representantes da companhia iam para um congresso da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e para uma convenção interna da empresa. O acidente ocorreu quando o piloto se preparava para pousar no aeroporto Serrinha.

No momento do acidente havia intensa neblina no local. O avião teria atingido um fio de alta tensão antes de cair sobre o quiosque de uma pousada, explodindo pouco antes das 8 horas. As buscas estavam sendo dificultadas porque o lugar - uma área de mata fechada - é de difícil acesso. Ainda de acordo com os bombeiros, os corpos das vítimas foram encontrados mutilados e carbonizados. A Polícia Militar isolou a região.

Uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa), da Aeronáutica, seguiu do Rio para Juiz de Fora. A equipe vai recolher destroços, avaliar as condições meteorológicas, o trajeto percorrido pela aeronave e informações sobre as licenças do piloto. As causas do acidente só poderão ser identificadas após a realização da perícia.

Na Vilma Alimentos, com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ninguém foi localizado. De acordo com o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um bimotor King Air modelo B 200, estava com a documentação regular até 2015. O bimotor, de prefixo PRDOC, tinha capacidade para transportar até dez pessoas. Ele decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.

Pouso. Segundo o gerente do Aeroporto da Serrinha, Cipriano Magno de Oliveira, o avião tinha o pouso previsto para às 7h45. De acordo com ele, o comandante do bimotor chegou a fazer um contato minutos antes para ter informações sobre as condições de pouso no aeroporto.

"Eles conseguiram um contato com um funcionário que estava na torre por volta das 7h50. Neste momento, foi informado que não havia condições de pouso, que o tempo estava fechado com visibilidade vertical de 100 pés (cerca de 33 metros), sendo que o ideal seria de 600 pés (200 metros)." O gerente acredita que é provável que o piloto tenha tentado pousar na pista do aeroporto, sem sucesso.

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