Avião cai e mata 4 no interior de SP

Empresário, seus dois filhos e uma amiga morreram; número de acidentes na aviação civil pode bater o recorde dos últimos dez anos

CIDA ALVES, ESPECIAL PARA O ESTADO, SANDRO VILLAR , PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2011 | 03h01

Um avião monomotor, modelo Bonanza, caiu e explodiu por volta das 21h30 de sábado em um sítio de Marabá Paulista, no extremo oeste do Estado de São Paulo. No acidente morreram o piloto e três passageiros, que embarcaram na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, com destino a Campinas (SP).

Com os corpos mutilados, as vítimas são o empresário Ângelo Rafaeli D'elia, de 51 anos, que pilotava a aeronave, Syhlvia Katheiny Torreta, de 23, Bruna D'elia, de 19, e Rafael Ângelo, de 12. Bruna e o menor eram filhos do empresário.

Com esta ocorrência, já são pelo menos 112 acidentes da aviação civil brasileira no ano - o número exato deve ser divulgado nesta semana pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa).

Mais um caso e se alcançará o recorde registrado pelo Cenipa em 2009, com 113 ocorrências, maior número dos últimos 10 anos. Só entre 2 de setembro e 2 de outubro houve, pelo menos, nove acidentes no Brasil, três deles no Estado de São Paulo.

Chuva. Chovia e ventava forte no momento do acidente com o avião Bonanza. Um dos passageiros teria passado mal. Para prestar atendimento médico ao passageiro, o piloto quis descer no aeroporto mais próximo. Ele solicitou orientação à torre do Aeroporto de Londrina (PR), segundo o Corpo de Bombeiros de Presidente Venceslau. A torre indicou o Aeroporto de Presidente Prudente. Em seguida, o avião desapareceu da tela dos radares.

Moradores do Assentamento Aparecidinha, no Sítio São Sebastião, ouviram o barulho do motor, que roncava forte, e, depois, uma explosão, descrita como um estrondo também forte. Eles avisaram a Polícia Militar e os bombeiros. A chuva e os ventos fortes teriam desorientado o piloto e, em seguida, causado a queda do avião, segundo a PM.

O choque do monomotor com o solo foi tão violento que abriu um buraco de quase dois metros de profundidade por cinco metros de extensão. Os destroços da aeronave e os corpos foram achados a cem metros do ponto de impacto no solo.

A remoção dos corpos ocorreu durante a madrugada de ontem para o necrotério de Presidente Prudente. Dono de uma indústria de automação em Campinas, D'elia morava com a família em Valinhos. Ele tinha parentes em Tupã, no interior paulista. Os parentes estiveram no local do acidente, onde ficaram por pouco tempo.

As investigações em torno das causas do acidente já começaram. Uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa IV), da Força Aérea Brasileira, chegou ao local na manhã de ontem. Os técnicos iniciaram a perícia sobre as causas do acidente, um dos mais graves já registrados na região. Com prefixo PT-CTL e capacidade para transportar cinco pessoas, o avião tinha, aparentemente, documentação em dia e condições normais.

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