Avião atropela e mata paraquedista em pleno voo

O instrutor de paraquedismo Alex Adelman morreu ontem em Boituva, município a 116 quilômetros de São Paulo, depois de ser atingido no ar por um avião durante um salto no Centro Nacional de Paraquedismo. Dois outros paraquedistas que também haviam saltado do avião - Vanderson Campos Andrade e Conrado Alvares - foram atingidos pelo companheiro, projetado pelo choque com o avião, e ficaram feridos.

ELIETE GUEDES , ESPECIAL PARA O ESTADO , SOROCABA, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2012 | 03h02

Alex portava uma câmera de vídeo e fazia a filmagem da queda livre dos companheiros. Ele teria sido atingido primeiro pela aeronave e foi lançado contra os amigos.

Com o choque, o instrutor ficou inconsciente e seu paraquedas, que dispõe de um dispositivo de segurança, abriu automaticamente. A manobra automática reduziu o impacto do corpo no solo. O instrutor chegou a ser socorrido ainda com vida e levado para o pronto-socorro do Hospital São Luiz, na própria cidade, mas não resistiu.

Os outros dois paraquedistas conseguiram acionar os equipamentos e chegaram ao solo, mas tinham fraturas nos membros inferiores decorrentes do choque. Eles permaneciam internados no mesmo hospital na noite de ontem, mas o estado de saúde dos dois não era considerado grave. Ambos aguardavam vagas para serem transferidos para o Hospital Regional de Sorocaba.

Alex era paraquedista desde 1994 e, em março deste ano, quebrou o recorde brasileiro em maior formação de queda livre vertical na cidade de Piracicaba. Ele era especializado em filmagens no ar.

O avião que atingiu os paraquedistas prestava serviços ao Centro Nacional de Paraquedismo. À noite, o Corpo de Bombeiros de Boituva confirmou que a aeronave que atingiu Adelman e os outros dois esportistas foi a mesma que havia decolado com os paraquedistas.

Perícia. A Polícia Civil de Boituva abriu inquérito para apurar as causas do acidente. A aeronave deve passar por perícia hoje.

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