Avenida Paulista terá segurança reforçada, diz polícia

Comando local afirma que as dez cabines vazias serão ocupadas

23 de setembro de 2009 | 08h27

O comando do Policiamento Militar da Região do Centro de São Paulo anunciou que vai reforçar a segurança na área da Avenida Paulista. Reportagem publicada ontem pelo Estado e pelo Jornal da Tarde revelou que a criminalidade no local está em ascensão: roubos e furtos cresceram 7,54% no último ano. A primeira providência, garante a polícia, será suprir o déficit de policiais nas cabines da Avenida Paulista e Alameda Santos, já que até ontem 35% delas estavam vazias, o que compromete o combate ao crime.

 

 

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"Existia uma defasagem em oito das nove cabines que ficam na Alameda Santos e em duas das 19 da Paulista. A partir de amanhã (hoje), já estará suprido", afirmou o coronel e comandante da área do centro, Marcos Roberto Chaves, que garantiu que a medida já estava prevista antes de a reportagem ser publicada. "Estamos em negociação faz tempo. Supríamos o déficit com rodízio de policiais e agora já teremos o total necessário", afirmou o coronel Chaves. Ele disse ainda que o policiamento contará com um extra de 60 homens escalados para atuar nos fins de semana. "Em 20 dias, também teremos 12 policiais em bicicletas", completou ele.

 

 

Mapeamento obtido pela reportagem, com base nos dados do 78º Distrito Policial - responsável pela área dos Jardins, um dos bairros mais nobres da capital, mostra que, entre janeiro e 16 de setembro, aconteceram, em média, 11 roubos ou furtos por dia na área. A Avenida Paulista lidera o ranking com 1.467 dos 4.119 crimes do tipo registrados - 35,1% de 82 ruas monitoradas pela polícia.

O aumento da criminalidade local, acredita o coronel, também é reflexo de um problema social. Segundo ele, os principais casos da área são cometidos por crianças de rua e os bens mais visados são celulares. De cada cinco objetos furtados na região central, um é celular.

O levantamento feito com 102 produtos extraviados no circuito das Avenidas Paulista, Brigadeiro Luis Antônio, Liberdade, Rua Vergueiro e região da Bela Vista, entre janeiro e julho, mostrou que 19 eram aparelhos móveis de telefonia, que acabam como moeda de troca no tráfico.

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