Avenida Paulista fica praticamente vazia na hora do jogo do Brasil

Ônibus só levavam motoristas e cobradores e poucos passageiros aguardavam nos pontos

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

12 de junho de 2014 | 18h04

SÃO PAULO - Às 17 horas desta quinta-feira, 12, a Avenida Paulista, no centro da capital de São Paulo, estava praticamente vazia. Os ônibus só levavam motoristas e cobradores, poucos passageiros aguardavam os coletivos. 

Em um dos pontos, o vigilante Ezequiel Figueiredo, 45 anos, ouvia o jogo pelo rádio do celular. Ele trabalha em um prédio na Alameda Santos mas se recusou a assistir o jogo no local. "Se eu chegar antes do meu horário os funcionários que saem às 19h vão fugir e nem o rádio vou poder usar. Não sou bobo para trabalhar de graça", disse. Ele não quis assistir ao jogo em bares da região. "Tem muita bebedeira e bagunça. Se alguém do trabalho me ver no bar vão achar que estou bebendo antes do trabalho", afirmou Figueiredo. 

Já em uma farmácia na calçada do Conjunto Nacional, 20 funcionários sentados no chão assistiam a partida dentro do comércio. "Teve gente que era para sair às 16h e acabou ficando para ver o jogo porque não ia dar tempo de chegar em casa", disse a gerente Carolina Fernandes. Os funcionários estavam tão concentrados que não notaram a entrada de um cliente colombiano no local. "Tem alguém trabalhando? A farmácia está aberta?, perguntou o estrangeiro com bom humor.

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