Avenida do Cursino e mais dez vias têm a velocidade reduzida

Via da zona sul agora tem trechos a 40 km/h; lombadas eletrônicas foram a 30 km/h nesses locais

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2012 | 03h02

Mais 11 vias da capital paulista tiveram limite de velocidade reduzido ontem. Entre elas, está a Avenida do Cursino, na zona sul da cidade, que teve trechos em que o limite foi para 40 km/h.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a maior redução na avenida aconteceu em áreas predominantemente comerciais, onde foi registrada grande circulação de pedestres.

As demais ruas tiveram a velocidade máxima padronizada em 60 km/h, num total de 46,6 quilômetros, nas zonas sul, leste e oeste (veja quadro ao lado). Já as lombadas eletrônicas tiveram limite estabelecido em 30 km/h nos mesmos locais. Nas faixas exclusivas de ônibus, a velocidade máxima agora é de 50 km/h.

Nos trechos das vias onde houve mudança, foram colocadas 271 novas placas de trânsito.

"É um aperfeiçoamento das regras que fazemos, para que a gente tenha menos acidentes, menos vítimas. São procedimentos que têm dado bons resultados", afirmou ontem o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

De acordo com o prefeito, a tendência é que haja cada vez mais vias com velocidade reduzida na cidade. "É evidente que, com o tempo, a avaliação é feita pela Prefeitura para que haja aperfeiçoamentos e correções. Até o presente momento, nós temos chegado à conclusão de que a medida merece ser ampliada para outros corredores da cidade", afirmou Kassab.

Importantes vias já tiveram a velocidade diminuída para 60 km/h, como as Avenidas Paulista, 23 de Maio e Radial Leste.

Acidentes. A Prefeitura alega que, com o aumento da fiscalização eletrônica, da proibição de motos na pista expressa da Marginal do Tietê e do Programa de Proteção ao Pedestre, a redução do limite de velocidade ajudou a diminuir o número de acidentes nas ruas da capital.

A CET fez um levantamento levando em consideração o dia em que foi criado o Programa de Proteção ao Pedestre, 11 de maio de 2011. De acordo com os dados, de 11 de maio de 2010 a 31 de janeiro de 2011, 464 pedestres morreram na cidade. De 11 de maio do ano passado até o fim de janeiro de 2012, foram 427 ocorrências. A queda porcentual no número de mortes é de 8%.

Na região central, considerada Zona de Máxima Proteção ao Pedestre, a diminuição foi ainda maior: 37,5%.

Impacto. O engenheiro de tráfego e consultor Horácio Figueira aprova a política de redução de velocidade da CET. "Diminui a probabilidade de o pedestre morrer e diminui a gravidade do acidente entre veículos também", afirma. Figueira não vê efeitos negativos como consequência da medida. "A velocidade máxima não tem impacto na fluidez. Quando o trânsito anda a 15 km/h, tanto faz se o limite da placa é 160 km/h", disse Figueira.

De acordo com ele, em uma rua sem semáforos e fazendo um percurso de 10 quilômetros, um veículo que seguisse todo o caminho a 70 km/h ganharia um minuto e meio em relação a um carro que estivesse a 60 km/h.

O engenheiro ressalta que, para que sejam registrados efeitos positivos, é necessário que haja fiscalização. "A CET tem de colocar radar nessas vias para mostrar para a sociedade que tem fiscalização."

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