Avenida deveria estar pronta

Promessa de campanha da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-2004), a criação de uma nova avenida paralela à Marginal do Tietê, na zona norte da cidade, virou lei com a sanção do Plano Diretor, em 2002. A via, que serviria para conectar os vários bairros dessa região, sem a necessidade de usar a Marginal, teria cerca de 17,5 km e estava prevista para ficar pronta neste ano. Até agora, porém, não há nem sequer projeto para que a via saia do papel.

DIEGO ZANCHETTA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2012 | 03h07

1. O que é o projeto do Apoio Norte da Marginal do Tietê?

Essa avenida foi prometida durante a campanha da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que governou a cidade entre 2001 e 2004. O projeto previa a ligação entre a Rodovia dos Bandeirantes e a Dutra, cortando toda a zona norte em sentido paralelo à Marginal do Tietê.

2. Por onde passaria a avenida?

No total, ela teria cerca de 17,5 quilômetros de extensão e ligaria diversas avenidas que já existem hoje, como a Raimundo Pereira de Magalhães, a Edgar Facó, a Inajar de Souza, a Engenheiro Caetano Álvares, a Casa Verde e a Guilherme Cotching, ou seja, cortando desde Pirituba até a Vila Guilherme. Fazem parte do traçado do Apoio Norte avenidas já existentes que correm nesse sentido, como trechos da Zaki Narchi e da Nossa Senhora do Ó.

3. Por que a avenida é importante?

Apesar de novos polos de escritórios e de moradia terem sido criados na zona norte nos últimos anos - como na região de Santana -, a região ainda não tem uma avenida que a atravesse de maneira transversal, facilitando os deslocamentos entre os bairros e diminuindo a dependência da região da Marginal do Tietê, que costuma ficar travada nos horários de pico da manhã e da noite.

4. Por que a avenida não saiu do papel até hoje?

Porque os prefeitos acabaram tendo outros prioridades. O Apoio Norte está contemplado no Plano Diretor Estratégico da cidade, lei de 2002 que, teoricamente, deveria nortear o crescimento de São Paulo e servir como um planejamento de longo prazo para obras viárias e de infraestrutura. Sua inclusão nessa lei, porém, não ajudou para que o projeto saísse efetivamente do papel.

5. O que a Prefeitura diz sobre isso?

A administração municipal, por meio da sua Assessoria de Imprensa, informou em nota apenas que o projeto encontra-se em análise de viabilidade técnica e não deu prazos para o andamento do projeto.

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