Avanço do suicídio juvenil no País vai contra tendência mundial

Embora com números pouco expressivos no cenário internacional, casos de suicídio no Brasil cresceram 17,1% no período entre 1998 e 2008. Foi o maior aumento registrado entre as causas de morte por violência - que compreendem também acidentes de trânsito e homicídio.

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2011 | 00h00

Mas o que mais preocupa os pesquisadores é o fato de que os suicídios no Brasil acontecem cada vez mais na população mais jovem. "As taxas são mais altas que as da população em geral. Estamos na 73.ª posição em um ranking internacional na população em geral e na 60.ª nos suicídios juvenis. Não é comum no mundo que jovens se matem mais. É uma exceção à regra internacional. Temos de ver o que acontece", afirmou Jacobo.

Índios. Em 1998, foram 6.985 óbitos desse tipo no País. Dez anos depois, o número passou para 9.328. No Nordeste, a taxa de suicídio aumentou 80,1% no período analisado. O segundo maior crescimento foi apresentado pelo Centro-Oeste, com elevação de 31,1%. O fenômeno é atribuído sobretudo às mortes entre a população indígena. Para se ter ideia, em 2008 foram registrados 100 suicídios de índios - 54 no Mato Grosso do Sul. Não é à toa que as duas cidades com maiores taxas de suicídio no País encontram-se no Estado: Amambaí e Paranhos. Ambas com grande concentração de indígenas.

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