Av. Paulista trava no Dia Mundial Sem Carro

Moradores não se envolveram com comemoração e via teve lentidão durante o dia; quem foi de automóvel para o centro levou 'multa educativa'

Antonela Zugliani, Especial para o Estado e Tiago Queiroz, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2013 | 02h07

Não era bem essa a ideia, mas nesse domingo, 22, no Dia Mundial Sem Carro, muita gente resolveu tirar o veículo da garagem. Na Avenida Paulista, o movimento travou a via durante quase todo o dia. Além das interdições programadas para marcar a data, a lentidão também foi provocada pela Ciclofaixa de Lazer e pelo receio dos motoristas em avançar na faixa exclusiva para ônibus, mesmo com o aval da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). No centro, a restrição a automóveis funcionou melhor, mesmo sem a imposição de multas.

Quem arriscou rodar pelas vias do centro de carro correu o risco de, no máximo, receber uma infração simbólica, com objetivo educativo, de acordo com a Secretaria dos Transportes. Cerca de 30 agentes estavam incumbidos ontem de passar a "bronca" adiante.

Segundo o Estado apurou, cada um tinha em mãos um bloco com 30 folhas a serem distribuídas aos motoristas desobedientes. No fim de manhã, boa parte já havia entregue toda a sua cota. O veto a carros funcionou na área interna da chamada rótula central, que engloba a Praça Clóvis, as Avenidas Mercúrio, Senador Queiroz, Ipiranga e São Luís, além do Viaduto Maria Paula.

Quem aderiu à campanha pôde aproveitar a região central com mais tranquilidade. Na Avenida Paulista, enquanto motoristas sofriam com o trânsito, o designer Fábio Nitschke Gomes, de 41 anos, passeou pela via com sua bike trailer (bicicleta com anexo para carga), transportando seus filhos gêmeos, Theo e Martim.

"Na década de 1990, eu ia de bicicleta para o trabalho, o que era incomum. Hoje, ainda tem muita coisa para fazer, mas já está bem melhor. Os motoristas nunca tiveram tão conscientes, e há muito mais ciclovias", diz Gomes. Segundo ele, os três já rodaram 1,5 mil km.

Virada. Onde os carros não circularam, bicicletas e skates tomaram o espaço público. A "invasão" começou na noite de sábado, com uma pedalada noturna pela cidade. Puxados pelo prefeito Fernando Haddad (PT), cerca de mil ciclistas percorreram 33 km, da zona sul ao centro. A atração fez parte da 7.ª Virada Esportiva, realizada no fim de semana. Ao todo, foram cerca de 2 mil atividades.

Já no Parque do Carmo, zona leste, a festa tirou os paulistanos do chão, literalmente. O local abrigou o Air Show, que reuniu simulador de paraquedismo, asa-delta e bungee jump.

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