Av. Paulista se tornou 'campo de batalha'

Na Avenida Paulista, a situação é tensa entre ônibus, carros e bicicletas. Carros invadem espaço dos coletivos, que fazem ultrapassagens pela faixa dos automóveis. E, no meio dessa briga, os ciclistas tentam encontrar o lugar menos perigoso.

O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2013 | 02h05

"Achei que fica mais fácil seguir pela faixa, mas os motoristas poderiam ser mais bem informados", afirma o jornalista Julio Cesar Soares, de 31 anos. Ele conta que um condutor de ônibus já discutiu com ele afirmando que a faixa certa para ciclistas era a da esquerda. É desse lado que há a sinalização da Ciclofaixa de Lazer, que funciona só nos domingos e feriados. "Só que era um sábado."

O cozinheiro Joilton Sobral, de 25 anos, conta que passa pela via diariamente. Após a criação da faixa, afirma que sentiu uma melhora. "Mas os motoristas de ônibus continuam dando fechadas nos ciclistas." Já o bike courrier Paulo Cesar Oliveira Soares, de 40, prefere dividir a rua com os automóveis. "Fujo dos ônibus. Prefiro enfrentar os carros, que são menos perigosos."

Imprudência. Em alguns casos, o mais perigoso é o comportamento do próprio ciclista. O Estado flagrou uma mulher trafegando pela contramão na faixa de ônibus, sem capacete ou qualquer outro tipo de proteção. A reportagem também viu vários ciclistas costurando o trânsito, como motociclistas.

A Avenida Paulista é a via que mais registrou acidentes com ciclistas, de acordo com um ranking elaborado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Entre 2009 e 2011, foram 15 acidentes. O último caso grave foi o atropelamento do ciclista David Santos Sousa, de 21 anos, que teve um braço arrancado, em 10 de março. O estudante de Publicidade Thiago Chagas dos Santos, de 26 anos, motorista do carro que atingiu Sousa, não prestou socorro e ainda descartou o braço do rapaz em um córrego. / A.R.

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