JESSICA AQUINO/ESTADÃO
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Autuação por beber e dirigir cresce 38%

Em SP, 6.729 condutores foram pegos no bafômetro neste ano, ante 4.868 em 2013; em 2014, porém, houve menos averiguações

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 03h00

O número de motoristas autuados por dirigir após o consumo de álcool no Estado de São Paulo aumentou cerca de 38% em 2014, em relação ao ano passado, apesar de menos condutores terem sido submetidos ao teste do bafômetro. Os números fazem parte do levantamento da Operação Direção Segura, feito pela Polícia Militar. 

Ao todo, 6.729 condutores foram pegos no teste do bafômetro em 2014, ante 4.868 no ano anterior. Apesar do aumento dos resultados positivos, menos motoristas fizeram o teste: 49.682 neste ano, contra 56.084 em 2013. Desse total, segundo a PM, 73 condutores cometeram crime de trânsito, enquanto no ano passado foram 204 casos. 

A lei seca estabelece que, até 0,34 decigrama detectado no bafômetro, o condutor deve ser multado em R$ 1.915,40 e responder a processo para ter a carteira de habilitação suspensa. Acima desse valor, a conduta é considerada crime de trânsito e o motorista responde na Justiça. Se condenado, pode ser punido com seis meses a três anos de prisão.

Iniciada em 2007, a Operação Direção Segura sofreu alterações em 2013, passando a atuar em pontos específicos, onde há maior incidência de acidentes e mortes de trânsito na capital e no interior. De acordo com a PM, isso explicaria o aumento das autuações, embora menos pessoas tenham feito o teste.

“A partir do cruzamento de dados, conseguimos localizar esses pontos e atuar de maneira mais focada”, afirmou o capitão Sérgio Marques, porta-voz da corporação.

Detran. Em paralelo, o programa Operação Direção Segura Integrada, coordenado pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), também constatou o aumento de cerca de 40% de motoristas que consumiram álcool antes de dirigir. Foram autuadas por embriaguez 1.226 pessoas em 2013, ante 1.713 neste ano. Do total, 243 e 312 motoristas, respectivamente, cometeram crimes de trânsito.

Em setembro, a operação do Detran, integrada com as Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, foi ampliada para sete regiões de São Paulo, também definidas de acordo com os índices de trânsito. 

Operação Verão. Segundo a Polícia Militar, vai haver aumento de 20% no número de blitze em todo o Estado durante a Operação Verão, quando o Comando de Policiamento de Trânsito da PM intensifica suas atividades, especialmente no litoral de São Paulo.

A Operação Verão, voltada para garantir a segurança de moradores e turistas, vai durar de sexta-feira até o dia 17 de fevereiro, após o carnaval. 

Também serão feitas a Operação Cavalo de Aço, para fiscalizar motocicletas com foco tanto na ação criminal quanto de trânsito, a Operação Visibilidade, com policiais distribuídos pelas estradas, e a Operação Caminhões, com atuação principalmente nas Marginais, em São Paulo.

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, os municípios atendidos vão oferecer alimentação e estada para os oficiais empregados na Operação Verão. “Em contrapartida, nós oferecemos os serviços da Polícia Militar”, afirmou.

Movimento. A estimativa da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) é de que 3,5 milhões de veículos trafeguem pelas rodovias durante o feriado prolongado. Os maiores movimentos são esperados para sexta-feira e sábado. Para o retorno, a previsão é de que o maior fluxo de veículos aconteça no dia 1.º de janeiro. 

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