Autorizado início das obras do monotrilho do Morumbi

7,7 quilômetros devem ser entregues até a Copa; Alckmin descarta que a Linha 17 tenha impacto negativo no bairro

O Estado de S.Paulo

30 Março 2012 | 03h02

Enquanto a falha no sistema elétrico paralisava a Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinava ontem a autorização para o início da obra do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô. Quando estiver completo, o ramal vai ligar três linhas de metrô e uma de trem (1-Azul, 4-Amarela e 5-Lilás e 9-Esmeralda) ao Aeroporto de Congonhas.

O primeiro trecho da linha terá 7,7 quilômetros e oito estações. "Nós vamos correr o máximo que pudermos para ficar (pronto) antes da Copa do Mundo (em 2014), se possível", disse o governador.

Alckmin prometeu que não haverá impacto urbanístico negativo na cidade. Como a plataforma é suspensa a 15 metros de altura, moradores do Morumbi alegam que a obra terá o mesmo efeito de degradação causado pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, na região central. "Não tem nada a ver com Minhocão, porque é tudo vazado (e permite que a luz do sol passe). É uma estrutura bem alta, que tem pequeno impacto arquitetônico", afirmou Alckmin. Além disso, alega o governo, o monotrilho produz menos ruído e terá um projeto paisagístico como compensação.

As obras vão custar R$ 3,2 bilhões: R$ 600 milhões investidos pela Prefeitura e o restante pelo Estado. O segundo trecho, com 6,5 km e cinco estações, vai até a Linha 4-Amarela e deverá ficar pronto entre 2015 e 2016. A última etapa, de 3,5 km, vai ligar o ramal à Linha 1-Azul.

Para o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, a ligação com o aeroporto deve ter impacto no turismo. "Outro aspecto é a integração de quatro linhas diferentes." / A.R.

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