NILTON FUKUDA/ESTADÃO
NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Autoria de disparo que atingiu menina deve ser conhecida em 30 dias, diz secretário-adjunto

Criança de 6 anos foi baleada nas costas na Vila Prudente

Daniel Weterman, O Estado de S. Paulo

03 Março 2017 | 16h45

O secretário-adjunto de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Sérgio Turra Sobrane, afirmou que será possível em até 30 dias ter indicações se o autor do disparo que atingiu uma menina de seis anos na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, na noite de quarta-feira, 1º, foi um policial militar. Ele disse que os indícios são de que outra pessoa, não sendo um policial, disparou enquanto fugia da PM. 

Segundo Turra, o Estado espera dos médicos a constatação de que será possível retirar o projétil alojado na criança. "Será possível analisar pericialmente se é ou não um projétil de arma própria da PM. Se não for possível, há outros elementos de prova que estão sendo coletados, como exames residuográficos e perícia nas próprias armas utilizadas na operação", disse.

Tanto os exames residuográficos, feitos com a análise de resíduos nas armas usadas durante a operação, que já começaram, quanto a perícia no projétil, se for possível, devem ser finalizados em até 30 dias, disse o secretário. "Vamos ver se conseguimos acelerar", prometeu.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a Polícia Civil está empenhada para esclarecer o caso e prender o autor do tiro. Ele disse que não é possível apontar neste momento se o disparo foi feito por algum policial militar, como disseram os familiares. "Não podemos criminalizar sem ter prova. A criança está passando bem, tenho acompanhado pessoalmente o estado clínico", disse.

 

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