Autores e editores alimentaram suas obras com acervo

Para escrever o premiado livro A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras, vencedor dos prêmios HQ Mix de 2004 e 2005), o autor baiano Gonçalo Junior ficou mais de cinco anos pesquisando no acervo de Antonio José da Silva, o Tom Zé.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2013 | 02h03

Em A Guerra dos Gibis, Gonçalo Junior recupera a história de como alguns dos maiores empresários de comunicação do Brasil - Roberto Marinho (Globo), Adolfo Aizen (Ebal), Alfredo Machado (Record), Victor Civita (Abril) e Assis Chateaubriand - construíram suas reputações (e o mercado editorial do País) com HQs no nascente século 20. Em uma época em que o País tinha cerca de 50 milhões de habitantes, as publicações de Aizen, Marinho e Chateaubriand vendiam mais de 100 mil exemplares por edição.

Também pesquisaram no sobrado de Tom Zé autores como Primaggio Mantovi, que publicou Almanaque Rocky Lane, e Ezequiel Ferreira Azevedo, que escreveu Ebal: Fábrica de Quadrinhos, entre muitos outros. "Tom Zé está entre os maiores e mais criteriosos colecionadores de revistas de histórias em quadrinhos", diz o editor Wagner Augusto, do Clube dos Quadrinhos.

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