Autor de sequestro confessa ter matado policial em Jundiaí

Homem roubou carro, matou policial rodoviário, fez mulher refém e matou policial militar durante tiroteio

Da Redação,

28 Janeiro 2009 | 18h10

O homem que manteve uma mulher refém por cerca de duas horas em São José dos Campos nesta quarta-feira, 28, confessou ter matado um policial rodoviário em Jundiaí na noite da terça-feira, 28. William Francisco da Silva, de 29 anos, roubou uma Hilux e, na fuga, baleou o policial rodoviário na Rodovia dos Bandeirantes. Depois de ter cometido o primeiro crime, o assaltante chegou à cidade no início da manhã desta quarta, tentou assaltar uma mulher, mas foi convencido por ela a se dirigir a uma igreja evangélica nas proximidades.   Veja também:  PM procura suspeito de matar policial rodoviário   No templo, o comportamento de William teria chamado a atenção do policial militar Francisco José Carneiro, que também foi morto ao tentar evitar o assalto. William fugiu em seguida, invadiu uma casa e manteve refém a grávida de dois meses Juliana de Medeiros Carvalho, de 25 anos. A casa foi cercada por policiais do Gate, mas Juliana conseguiu fugir, depois que o assaltante acabou adormecendo. Cerca de meia hora depois, ele se entregou.   Ele portava duas armas. Uma pistola .380, que havia tirado do PM Athanasio e um revólver calibre 38. A segunda arma encontrada com William tinha a sigla DER (Departamento de Estradas de Rodagem), reforçando a suspeita de que ele teria sido o autor do assassinato do policial rodoviário em Jundiaí. Na delegacia, ele confessou os crimes.   O policial rodoviário Erivelton Augusto Zanatelli, de 30 anos, será sepultado às 10 horas desta quinta feira, 29, no Cemitério Municipal de Barretos, no interior de São Paulo, cidade onde residia com a família. Ele era casado e tinha um filho de 2 anos.   Zanatelli era lotado na 1ª Companhia do 4º Batalhão da Policia Militar Rodoviária em Campinas há 5 anos e atuava nos trechos das rodovias Anhanguera e Bandeirantes. Os tiros a curta distancia atingiram o seu rosto, pescoço, os braços e uma bala se alojou em seu colete. Ele chegou a ser levado para o Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí.  (Com informações de Fabio M. Michel, do estadao.com.br, e Rose Mary de Souza, de O Estado de S. Paulo.)   Texto ampliado às 21h43 para acréscimo de informações.

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