Aumento foi de letalidade e não de criminalidade

Cenário: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2012 | 02h04

Os 79 casos de resistência seguida de morte em novembro deste ano foram mais um dos sintomas da crise de segurança que atingiu São Paulo. Morreu mais gente em supostos confrontos com policiais no Estado do que nos últimos 119 meses. E um suposto aumento de roubos e de confrontos não serve como justificativa para o crescimento da letalidade policial, pois os crimes contra o patrimônio mantiveram-se relativamente estáveis este ano.

A aposta da Secretaria da Segurança Pública no confronto como estratégia de combate ao crime ajuda a entender os números e o recorde. Desde 2009, o ex-secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto passou a usar nessa linha de frente as Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota). Houve mortes de suspeitos no caminho. Em resposta, um "salve" dado em agosto, de dentro dos presídios, iniciou uma batalha sangrenta e deu a ordem para integrantes da facção matarem policiais.

O novo titular da secretaria, Fernando Grella Vieira, que assumiu para lidar com a crise, prometeu rever procedimentos. Os resultados de seu comando só poderão ser sentidos quando os números de dezembro forem divulgados.

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