Reprodução/Twitter
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Áudios vazados apontam ligação de Brittes com policiais

No áudio, o policial descarta a contratação de Cláudio Dalledone, atual defensor de Juninho, e propõe um outro nome para o empresário contratar

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

14 de dezembro de 2018 | 14h10

CURITIBA - Uma série de áudios de WhatsApp vazados há alguns dias demonstram que o empresário Edison Brittes, conhecido como Juninho Riqueza, que confessou a autoria da morte do ex-jogador do São Paulo, Daniel Correa, em 27 de outubro, manteve conversas com o policial civil afastado Edenir Canton, o Gaúcho, e chegou a se aconselhar com ele para a contratação de um advogado.

No áudio, o policial descarta a contratação de Cláudio Dalledone, atual defensor de Juninho, e propõe um outro nome para o empresário contratar.  “Juninho, sou eu, o Gaúcho. Não vai atrás do Dalledone. Vem aqui. Não vai atrás do Dalledone, senão você vai tomar no **. Passa aqui que temos que montar uma estratégia técnica, senão o Dalledone só fica na conversa, te prende e você está **”, diz o policial, que responde a um processo por homicídio de 2015.

Na sequência, Brittes recorreu, por meio de áudio, ao advogado Rafael Pellizetti, indicado por Canton, “Doutor, eu preferia encontrar o senhor pessoalmente na hora que o senhor se livrar aí, pode ser?”.

Canton e Brittes já se conheciam anteriormente. O carro Veloster ao qual Brittes levou Daniel no porta-malas já havia pertencido ao policial que o vendeu ao empresário.

Em depoimento ao UOL Esporte, Rafael esclareceu que Brittes falou sobre o homicídio que cometeu “e em virtude da brutalidade e covardia do crime, entendi que não poderia fazer esse tipo de defesa”, comentou.

O advogado de Edison, Cláudio Dalledone, informou por meio da assessoria que “não iria comentar fatos marginais ao processo e que não estejam inclusos na investigação e na peça de acusação e muito menos na denúncia no caso Daniel”.

O homicídio ao qual Canton responde se refere à morte de Ricardo Geffer, em 28 de abril de 2015. Cantos atuava na equipe do delegado Rubens Recalcatti, - que se tornaria deputado estadual e tem várias fotos em redes sociais junto com a família de Brittes- , e foi acusado de ter executado Geffer, suspeito pela morte do ex-prefeito de Rio Branco do Sul, região metropolitana de Curitiba, em 12 de abril de 2015. O caso está no Tribunal de Justiça do Paraná.

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