Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Audiência sobre Reforma da Previdência dos servidores municipais tem bate-boca e empurrões

Vereadores trocaram ofensas na Mesa da Câmara Municipal de São Paulo e manifestantes foram retirados do Plenário

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2018 | 18h46

A audiência pública prévia à votação da Reforma da Previdência dos servidores municipais, realizada na tarde desta sexta-feira, 21, na Câmara Municipal, marcada por bate-boca e empurrões entre vereadores e por confusão. 

Por volta das 15h30, logo após o início do evento, Samia Bonfim (PSOL) e Janaína Lima (Novo) trocaram ofensas na Mesa da Casa. Uma hora depois, durante a fala de Samia, Fernando Holiday (DEM) subiu ao púlpito para interromper a colega, dizendo que o tempo dela já havia acabado. Toninho Vespoli, também do PSOL, reagiu para defender a colega e os dois trocaram empurrões.

A situação ficou tensa quando o presidente da Casa, Milton Leite (DEM), tentou encerrar a audiência pública para iniciar a sessão que teria como objetivo votar a proposta sem que todos os inscritos a falar fossem ouvidos. Representantes dos servidores municipais e vereadores contrários ao projeto protestaram.

Guardas-civis metropolitanos que faziam a segurança da Casa tentaram retirar manifestantes que acompanhavam a audiência. Um homem chegou a ser carregado para fora da Casa. O vereador Eduardo Suplicy (PT) se abraçou a uma manifestante que também era retirada, impedindo sua saída.

Suplicy, Alfredinho (PT), Juliana Cardoso (PT) e Vespoli se colocaram como escudo na frente dos manifestantes para impedir sua retirada. Com a confusão, a sessão chegou a ser suspensa.

Vereadores de oposição ao prefeito Bruno Covas (PSDB) chegaram a brigar com integrantes da GCM. Alguns agentes filmavam a confusão com celulares. O presidente da Casa, Milton Leite (DEM), também foi alvo de protestos, com vereadores gritando e apontando o dedo contra ele. Na galeria, manifestantes gritavam "Fora Milton Leite".

Diante da confusão, Milton Leite propôs esvaziar a sala para negociar o início da sessão, mas não foi atendido. Depois de quase 20 minutos de gritaria e empurrões, o presidente da Câmara recuou e retomou a audiência pública por mais 40 minutos. 

Durante a fala do vereador Reis (PT), outro momento tenso: um manifestante favorável à reforma que estava na parte superior do Plenário o chamou de "corrupto", o que deixou o parlamentar transtornado. Reis também chamou o homem de "corrupto" e "vagabundo" e exigiu a retirada do manifestante pela GGM. O vereador disse que só continuaria sua fala se o cidadão saísse da sala. Após muita gritaria, o manifestante aceitou sair.

A primeira votação do projeto de Reforma da Previdência dos servidores municipais está marcada para ocorrer nesta sexta. 

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