Audiência entre CPTM e sindicatos termina sem acordo

Desembargador marcou para semana que vem uma nova sessão para discutir dissídio coletivo

Marcela Gonsalves, estadão.com.br

10 de junho de 2011 | 18h31

SÃO PAULO - A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os sindicatos dos ferroviários de São Paulo não entraram em acordo durante audiência realizada nesta sexta-feira, 10, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP).

 

Entre as reivindicações dos sindicatos, foi apresentado o reajuste salarial considerando a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no período de janeiro de 2010 a fevereiro de 2011, além de aumento real por produtividade de 5% do mesmo período. Em contrapartida, a CPTM ofereceu o reajuste salarial de 1,75%, considerando IPC/FIPE dos meses de janeiro e fevereiro de 2011, além de aumento real de produtividade de 1,5%.

 

Há diferença também nos valores do vale-refeição. Os sindicatos pleiteiam o auxílio de R$ 19, aumentando a quantidade de 22 para 24 por mês, já a CPTM trouxe o valor de R$ 18, mantendo a quantidade de 22.

 

Diante da impossibilidade de acordo entre as partes, o desembargador Davi Furtado Meirelles marcou audiência de julgamento do dissídio coletivo (de greve e econômico) para a próxima quarta-feira, 15.

 

Até o julgamento final, continua mantida a liminar que determinou a manutenção da frota de trens da CPTM para o atendimento à comunidade, com efetivo de 90% dos serviços no horário de pico (das 5h30 às 10h e das 15h30 às 21h) e de 70% nos demais horários, inclusive o pessoal de estações e manutenção. A multa, caso a liminar seja descumprida, será de R$ 200 mil, por dia.

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